Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 12/11/2020
O caso da cadela Manchinha ficou conhecido nacionalmente em 2018, de forma que, o animal foi cruelmente assassinado pelo funcionário de um supermercado em Osasco. Não obstante, esse não é um caso isolado, mas um exemplo de inúmeros outros que envolvem maus-tratos aos animais. Nesse sentido, o combate é crucial e exige medidas legislativas e de mudança de mentalidade.
Primordialmente, é importante ressaltar o quanto os âmbitos legislativo e de fiscalização são permissivos para o desenvolvimento desse cenário, prova disso é o fato de que o tráfico de animais movimenta 2,5 bilhões por ano no Brasil, segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres. Além disso, há a legitimação de práticas como vaquejada, considerado um patrimônio imaterial, que esconde casos de maus-tratos aos animais que participam.
Em segundo lugar, vê-se a negação do que foi enunciado por Mahtma Ghandi, que explicitou que a grandeza da nação pode ser mensurada pela maneira que se trata os animais. Por conseguinte, há a objetificação e menosprezo desses seres, muitas vezes, como se estivessem disponíveis ao bel prazer humano. Logo, abre-se margem para casos de violência, que não conseguem vislumbrar que os animais são seres dotados de sentimentos e merecem respeito como qualquer outro ser vivo.
Em suma, o cenário vislumbrado se respalda em uma legislação e fiscalização falhas, bem como em uma mentalidade deturpada. Assim, para que haja mudança, é necessário que o governo, se una aos Ministérios e profissionais competentes com o intuito de criar leis mais punitivas. Ademais, a criação de um sistema de fiscalização mais amplo, que conte com policiais bem preparados em cursos periódicos de capacitação, realizados pelo governo e profissionais do meio. Atrelado a isso, a realização de fóruns abertos à comunidade, em escolas, universidades, com o intuito de fomentar a visão crítica. Só assim, casos como o da cadela Manchinha ficarão apenas no passado.