Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 17/10/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, atual Carta Magna Brasileira, todos os animais são dotados de sensibilidade, impondo a sociedade e ao Estado respeitar a vida, liberdade corporal e a integridade física desses seres.  Entretanto, é indubitável ressaltar o grande número de maus-tratos aos animais ainda presente no País, uma realidade lamentável que vai contra princípios constitucionais. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é fulcral pontuar a educação como fator principal no desenvolvimento de um país. Todavia, ocupando a nona posição a economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público eficiente. Conquanto, a realidade é justamente o oposto e o resultando desse contraste é claramente refletido na tamanha barbaridade, vivida pelos animais. Segundo dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres - RENCTAS, o Brasil movimenta cerca de 2,5 bilhões de dólares, no comércio de animais capturados. Diante do exposto, apesar de haver leis que punem tais atos, a pena e o pagamento de multas não intimida os traficantes de animais.

Faz-se mister, ainda, salientar a indiferença coletiva como impulsionadora do imbróglio. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas  são características da “Modernidade Líquida” vivida o século XXI. Diante de tal contexto, o levantamento da Organização Mundial da Saúde, concluiu que há mais de 30 milhões de animais abandonado no Brasil. Haja vista, que a sociedade não age em prol desses indivíduos banalizando-os, como Hannah Arendt chama de “Banalidade do Mal” representa essas ações, em que agir de má fé repreendendo o outro está relacionado com um sentimento de superioridade, na qual se torna habitual.

Infere-se, portanto, medidas exequíveis são indispensável para amenizar a questão. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com ONGs ligadas à causa, ativistas e voluntários devem divulgar nas plataformas de mídia vídeos e fotos da crueldade com os animais para incentivar a população a denunciar e se tornar voluntária nos abrigos. Ademais, em parceria com o Ministério da Educação, promover projetos em escolas, mostrando a importância da adoção responsável desde cedo, fazendo com que as crianças cresçam com senso e responsabilidade. Nesse sentido o fito de tal ação é incentivar a adoção dos bichos abandonados e incitar a importância de se respeitar todos os animais. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador “na mudança do presente a gente molda o futuro”.