Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 26/10/2020
No Egito Antigo, o zoomorfismo, culto religioso de adoração a deuses em forma de animais, despertava nos egípcios o sentimento de valorização dos bichos. Contudo, a sociedade ocidental desenvolveu outro tipo de comportamento em relação a esses seres, o qual é marcado pela sensação de soberania humana, que trata outras criaturas como uma segunda categoria desprovida de vontades e sentimentos, ou seja, um objeto. Depreende-se, portanto, que esse pensamento justifica a incidência de casos de maus-tratos aos animais, fenômeno que deve ser, veementemente, combatido a fim de assegurar-lhes respeito e segurança.
Em primeira análise, o longa-metragem “Dumbo” retrata um filhote de elefante usado em espetáculos circenses, que sofre após ter sua mãe enjaulada e afastada. Diante disso, nota-se que, assim como a extinta prática de utilizar animais em circos, existem ainda formas de maus-tratos comuns e bastante toleradas, como é o caso dos donos que mantêm cães presos a correntes em tempo integral ou pássaros engaiolados. Com isso, percebe-se a urgência de informar à população em relação à saúde mental dos bichos, que sofrem com o encarceramento diário.
É válido citar, ademais, o livro “Vidas Secas” que apresenta a cadela chamada Baleia, a qual é morta de forma violenta por seu dono, após contrair raiva. Dessa forma, é possível estabelecer um paralelo entre a personagem e os cães vítimas de maus-tratos no Brasil, que sofrem com os altos índices de violência. Por conseguinte, é nítida a necessidade de elaboração de políticas severas contra essa prática, principalmente voltadas para a proteção aos animais abandonados, tendo em vista a fiscalização precária no ambiente das ruas.
Em vista disso, percebe-se a importância de medidas viáveis para diminuir os índices alarmantes de maus tratos, tendo em vista a proteção à vida animal. Para isso, é essencial a ação do Poder Legislativo, por meio da aprovação de projetos de lei, que proponham penas mais rígidas aos agressores, com direito à detenção e multa revertida em doações às organizações não governamentais, que se comprometem a retirar os bichos das ruas. Adicionalmente, o Governo Federal deve atuar por meio da contratação de empresas de propaganda a fim de criar anúncios publicitários que condenem as mais diversas práticas de maus-tratos e abordem suas consequências para a saúde dos bichos, a fim de despertar na população a consciência de respeito aos seres de outra espécie.