Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 05/11/2020

`` No meio do caminho tinha uma pedra/Tinha uma pedra no meio do caminho.´´ Esses versos do poeta Carlos Drummond podem ser relacionados à uma temática da atualidade, já que em pleno desenvolvimento do país a questão dos maus-tratos aos animais ainda é um desafio para a sociedade brasileira. Desse modo, faz-se necessário avaliar as raízes desse problema e as maneiras de combatê-lo .

Em primeira análise é válido citar que as práticas de abuso, agressões, abandono e negligências são as principais características de maus-tratos aos animais. Sendo assim, pode-se observar que desde o Império Romano animais são usados para entretenimento de pessoas, visto que por muitos anos os gladiadores lutaram entre si e contra muitos animais ferozes para a diversão da população. Assim, segundo o site O Globo´´, treinadores registraram 27 mortes de animais no filme O Hobbit´´ em 2012, ou seja, essa prática de usar bichos para o divertimento ainda é comum e causa danos, pois muitas vezes sofrem maus-tratos. Por isso, o uso de animais não só em filmes, como também nas vaquejadas, por exemplo, revela um processo histórico, cultural e recorrente.                                                  Em segunda análise, nota-se que abandono e negligência são os principais motivos desse crime, de acordo com ``G1´´ , além de ter aumento no número de denúncias ao longo dos anos devido ao aumento do rigor contra esse ato, como o projeto de lei aprovado pelo presidente Bolsonaro que aumenta a punição para quem realiza maus tratos. Nesse sentido, mesmo com todo esse regulamento o ato de descuidado ainda permanece, na medida em que não só abandona nas ruas, assim como muita gente deixa de alimentar ou higienizar o local onde o animal vive, negligenciam coisas básicas de um ser vivo. Ademais são frequentes também atos de envenenamento e espancamento, outros problemas que ocorrem principalmente com cães de rua, pois eles não são vistos muitas vezes com repulsa e em muitos restaurantes, por exemplo, envenenam esses animais para não incomodarem a clientela. Assim, após o bicho ser abandonado ainda corre o risco de sofrer violência, ou seja, de qualquer forma está em perigo caso não tenha um lar seguro.

Evidencia-se, portanto, que os maus-tratos ocorre desde quando usa o animal para entretenimento até em situações do cotidiano. Por conseguinte, cabe ao Ministério do Meio Ambiente investir em ONGs, por meio de criação de novas e mais auxílio para as existentes, fazendo que criem um sistema nesses locais em que todos os animais dos cidadãos que moram próximos de certa instituição sejam cadastrados e monitorados semestralmente, além de ofertarem apoio aos que forem regatados, com o objetivo de eliminar essa ``pedra´´ do meio do caminho da sociedade.