Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 29/10/2020
Desde os tempos mais remotos, a domesticação de animais está presente na vida dos seres humanos. Essa relação ecológica é fundamental para o desenvolvimento da espécie humana, uma vez que supre diversas necessidades. Entretanto, essa revolução além de proporcionar vários benefícios, também é via para que ocorra crimes de maus-tratos aos animais. Nesse âmbito, existem empecilhos que dificultam esse combate, entre eles a objetificação do animal e a fragilidade das campanhas informativas.
Deve destaca-se, de início, a objetificação do animal como um dos complicadores do problema. A Revolução Industrial provocou diversas mudanças na sociedade, com a criação de diversos produtos, entre eles a comercialização de animais para uso doméstico. Esse processo provocou a transfiguração do animal em objeto de consumo, tornando-se um dos principais problemas. Visto que, pode desenvolver um pensamento estigmatizado de que os animais são simples objetos de direito, convertendo-se em descartáveis ou vítimas da crueldade humana, que de algum modo perdeu o seu valor. Logo, essa ruptura ecológica do corpo social precisa ser corrigida.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a fragilidade das campanhas informacionais. É notório que a vinculação de campanhas informativas sobre o tema tem mais visibilidade e estão concentradas em certas datas, como o Dia Mundial dos Animais. Consequentemente, as falhas nessa estratégia fragilizam o incentivo as denúncias contra os abusos e fortalece as falhas informacionais e de acolhimento. Por isso, é necessário que as campanhas sejam ampliadas e não fiquem restritas a determinadas datas do ano, visto que o investimento no marketing pode muito influenciar na ampliação de denúncias, podendo acarretar na mudança de postura social.
Com o fito, portanto, de minimizar os crimes de maus-tratos aos animais, medias urgem. Assim, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente, a inclusão de aulas e oficinas de cuidado aos animais no projeto político pedagógico das escolas. Isso pode ser feito por meio da contratação de profissionais especializados em interação humana e animal, que determine os protocolos a serem usados nas instituições educacionais com adaptações a diversas faixas etárias. Essa proposta tem por finalidade garantir as condições essências para uma coesão ecológica do corpo social. Dessa forma, será possível tornar o as relações ecológicas mais seguro e saudável para os animais.