Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 29/10/2020

A prática do zoomorfismo era muito comum no Egito Antigo, em que os animais eram vistos como seres sagrados. Porém, desde então, esses valores têm sido substituídos pela sensação de superioridade dos humanos em relação a outros seres. Com isso, os maus tratos aos animais têm sido frequentes, e a impunidade junto à falta de denúncias agrava a situação.

A princípio, cabe destacar a ineficácia da lei no Brasil. Como exemplo, cabe citar o caso de 2018, em que o segurança da empresa Carrefour matou agressivamente um cachorro no estabelecimento, e mesmo após ter os inquéritos apurados, não foi preso. Nesse contexto, pode-se dizer que as leis do país são brandas e permissivas, o que faz com que os agressores não temam cometer tais delitos. Dessa forma, enquanto não houver uma postura mais firme do Estado contra esse tipo de violência, ela continuará a se propagar.

Como consequência, quem denuncia se sente impotente. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, entre 2 mil internautas, 92% presenciaram casos de maus tratos aos animais, mas apenas 17% denunciaram. Isso porque, ao ver que a denúncia é ineficaz, a população se vê desmotivada a realizá-la. Nesse âmbito, cria-se um ciclo vicioso, em que ninguém é denunciado e nem punido. Por isso, é primordial que haja incentivos ao ato de delatar tal violência.

Dessa forma, é evidente que é preciso achar alternativas para combater os maus-tratos aos animais. Assim, para mudar a atual conjuntura, é necessário que haja leis mais severas contra tal prática. Paralelamente, o IBAMA, juntamente ao Departamento de Polícia, deve facilitar os meios de acusações por meio de um disque denúncia específico, em que as ligações sejam gratuitas e anônimas. Assim, a fim de incentivar a população a delatar tais crimes, espera-se que casos como o ocorrido no Carrefour nunca mais saiam impunes.