Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 04/11/2020
No desenho ‘‘Garfield e seus amigos’’, o personagem do gato aparece em meio ao conforto, boa alimentação e carinho. Para além da ficção, essa realidade não se aplica ao cenário brasileiro, uma vez que é necessário alternativas para combater os maus-tratos aos animais. Dessa forma, entende-se que a falta de empatia populacional, bem como interesses financeiros apresentam-se como entraves.
Em primeiro plano, sabe-se que a invisibilidade em relação aos animais é algo comum presente no corpo social. Consoante o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Cegueira Moral’’, a marca da modernidade é a insensibilidade diante da dor alheia. Nesse sentido, na contemporaneidade pode-se perceber que as pessoas não se sensibilizam com os inúmeros casos de crueldade praticados contra os animais. Logo, a apatia presente do tecido social faz com que o desamparo se torne uma realidade, já que o individualismo é uma característica que permeia na atualidade.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o lucro proveniente do comércio de animais exemplares. Segundo o ativista Mahatma Gandhi, ‘‘A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância’’. Nessa lógica, observa-se que o comércio de bichos que têm como intuito fins lucrativos, evidencia a sobreposição da ambição sobre o bem-estar animal. Consequentemente, os animais que são retirados de seu habitat para viverem em locais inóspitos e degradantes tendem à morte.
Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as prefeituras locais, deve realizar eventos comunitários de orientação acerca dos cuidados com os animais, por meio de mutirões, haja vista que ações coletivas têm um grande impacto social, com o fito de diminuir os casos de maus-tratos aos animais e fazer com que assim, a empatia vigore na sociedade e a invisibilidade seja, paulatinamente, erradicada. Dessa forma, a realidade dos animais irá se aproximar daquela vivenciada pelo personagem Garfield.