Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 05/11/2020
Indubitavelmente, não há como negar que milhares de casos de maus-tratos aos animais são diariamente reportados no mundo. Consoante ao filósofo Arthur Schopenhauer, “Quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.”, questiona-se o caráter do violentador. Nesse viés, destaca-se que essa problemática é causada por, entre outros fatores, questões culturais e econômicas. Sendo assim, é necessário que esse problema seja resolvido.
A princípio, é notório que questões culturais contribuem significativamente para o grande número de maus-tratos aos animais. Nesse prisma, vale ressaltar que, desde a Antiguidade, bichos são usados para o entretenimento humano, como é o caso dos gladiadores. Hodiernamente, ainda é possível notar que diversos animais são utilizados em espetáculos de culturas próprias, como vaquejadas e touradas. Muitas vezes, é por intermédio da violência que esses seres são domados, o que acarreta em consequências negativas para o físico e para o psicológico dele, fazendo assim, tratar-se de maus-tratos. Logo, é importante que algo seja feito para que essa atrocidade seja erradicada.
Além disso, enfatiza-se que questões econômicas também têm contribuições para que esse crime aconteça cada vez mais. Nessa ótica, as indústrias da carne, do cosmético e do farmacêutico podem ser citadas como grandes propagadoras dos maus-tratos contra os animais, uma vez que exterminam um grande número de animais diariamente para inflar o ego humano. Na animação “A fuga das Galinhas” é evidente que a criação de bichos é destinada somente para o consumo do homem e que eles são explorados covardemente. Assim, é preciso que essa problemática seja resolvida pelos órgãos de gestão mundiais.
Torna-se evidente, portanto, que essa negligência aos animais é consequência de diversas problemáticas. Vale pontuar que é imprescindível que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) crie um estatuto que proíba o uso de animais em espetáculos culturais que utilizam da violência para domá-lo, visando a diminuição dos casos de maus-tratos, por meio de leis e vigilância rígidas. Acresce que é necessário que esse mesmo órgão de gestão, juntamente com a instituição responsável pela economia mundial, para que seja regulado o uso de animais em testes cosméticos e farmacêuticos e em abates, crie leis que diminuam o número de bichos a serem utilizados para esses fins, para que não haja um elevado percentual de extermínio desses seres por dia. Somente assim os casos de maus-tratos aos animais irão diminuir.