Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 16/11/2020
No final do século XX, o ambientalismo, isto é, a tentativa de preservar a natureza, ganhou maior importância global. Analogamente, diversas ONG’s e instituições de proteção animal foram criadas na tentativa de pressionarem as autoridades dos países sobre a importância de todos os seres vivos para a existência humana. Entretanto, apesar de haver ambientalistas no Brasil, os maus tratos animais ainda são realidade. Nesse sentido, é necessário que haja um debate entre Estado e sociedade, a fim de que a indiferença dos órgãos públicos e da sociedade diante da causa animal seja sanada.
A priori, pode-se destacar como causa para a consolidação da violência animal a educação ambiental defasada no país.Dessarte, a frase do ambientalista Paul Watson sobre a inteligência ser a habilidade das espécies de viver em harmonia com o meio é justificada, à medida que, como diversos brasileiros desconhecem a importância da proteção ambiental para a manutenção da vida no planeta, agridem o meio ambiente - por meio de queimadas, violência física contra animais domésticos e, muitas vezes, com o tráfico dos silvestres.Por consequência, a perda de, segundo o Greenpeace, 78% da biodiversidade da Amazônia, entre 2016 e 2020, e cenários de “rinhas” de cães são uma realidade cada vez mais frequente.Com isso, seja pelo desequilíbrio nas cadeias alimentares devido a extinção de diversas espécies, seja pela propagação da violência, os maus tratos animais são intensificados.
A posteriori, convém ressaltar a negligência da sociedade perante os crimes desse gênero como agravante para a impunidade. Dessa forma, a ideia da escritora,Françoise Héritier, acerca de o mal começar com indiferença e resignação é consolidada, visto que atos ilícitos contra os animais - como abandono, agressão e reprodução intensa para fins comerciais, são colocados em segundo plano diante da afinidade pessoal com os agressores, como, por exemplo,vizinhos; ou em casos de interesses na compra de filhotes. Por conseguinte, vê-se traficantes com animais exóticos - como com a cobra Naja que atacou o dono Pedro Nambreck em 2020 no Distrito Federal, e canis em situações de desnutrição e mau cheiro sem serem denunciados. Acresce que, as ONG’s de proteção animal recebem apoio restrito da população, contribuindo,novamente,para a impunidade.
Diante disso, é evidente a necessidade de um debate entre Estado e sociedade. Cabe, portanto,respectivamente, ao MEC, órgão responsável pela educação, a redefinição das bases curriculares do país, com o acréscimo da obrigatoriedade da matéria de “Educação Ambiental” nas escolas, mediante o envio da proposta ao Congresso, a fim de conscientizar a população sobre a preservação da fauna; e às ONG’s, do setor de proteção animal, a criação de campanhas didáticas na internet.Assim, o país será consciente diante da causa animal e investigará os infratores sem restrições.