Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 23/11/2020
No livro “Macunaíma”, o autor modernista Mário de Andrade, explora a diversidade da flora e fauna na composição do espaço geográfico brasilero, demonstrando uma instriseca relação de conivencias dos animais com o personagem Macunaíma. Entretanto, na realidade, o convivio harmônico entre as espécies nem sempre se efetivva na realidade, sendo os casos de maus tratos os animais uma prática recorrente na sociedade brasielira. Essa situação é fruto inegável de uma mentalidade social dos seres humanos que, embasada no senso comum, acredita ser superior como demais espécies. Assim, entre os fatores que alicerçam essa questão, destacam-se os discursos midiáticos, bem como a falta de denúncias em relação à negligência aos animais.
Em primeiro lugar, torna-se imperativo a análise do baixo índice de denúncia envolvendo violência conta os animais, contribui com a manutenção desse cenário. Essa situação advém de uma população que, alicerçada pela visão antropocentrista, identifica os animais apenas como objetos passivos da vontade humana e, desse modo, não reconhecem a importância de realizar uma denúncia aos constatar indícios de violência animal. Nessa perspectiva, observa-se que esse pensamento diverge ao instituído na Constituição Brasileira, que ressalva a importância da proteção aos animais e a ratificação de que os animais não apenas objetos.
Além disso, é válido ressaltar como narrativas dos meios de comunicação, aliadas à concepção humana de superioridade, cristalizam essa problemática. Isso ocorre porque os meios de comunicações historicamente assumem uma responsabilidade de apenas conteúdos que o restringe o pensamento coletivo a assuntos que não amplia o desenvolvimento do debate e respeito a todas as formas de vida como a importância de propiciar aos animais segurança e respeito. Esse processo aproxima-se daquilo que afirma o jornalista Caco Barcelos para quem “A culpa não é de quem não sabe, mas de quem não informa”, já que a mídia atua para desinformar a sociedade sobre o respeito e equidade das espécies e, desse modo, os cidadão estão reféns de um pensamento que naturaliza os maus tratos aos animais. Visto isso, entende-se que os níveis de nível de tratamento aos animais na sociedade brasileira origina-se de uma concepção humana de superioridades as demais espécies. Desse modo, cabe ao Governo Federal, por meio de um Decreto Federativo, elaborar um Plano Nacional de Proteção à Vida Animal, a fim de garantir aos animais proteção e dignidade. Assim, esse Plano deve alterar as diretrizes de regulamentação da mídia no que tange esse assunto e aplicar as penalidade com mais rigor aos sujeitos que cometerem tal crime. Dessa maneira, uma convivência harmônica das espécies será efetiva na realidade brasileira assim como na obra de Mário de Andrade.