Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 17/11/2020
Em 1978, na Bélgica, foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, na qual é levantada uma diversidade de pontos que há muito tempo parecem não ter sido problema na vida em sociedade, confirmando o valor desses bichos para o indivíduo. Nos últimos tempos, porém, a mídia tem veiculado casos extremos de maus-tratos e até morte de animais, o que nos leva a pensar no motivo das pessoas não cuidarem desses animais.
Em primeiro lugar, convém analisar o valor desses bichos para a sociedade, não só agora, mas em toda a história. Já no Egito antigo, os animais eram tão admirados que representavam deuses, como Anúbis, deus da morte, que possuía cabeça de cachorro. Hoje, com o desenvolvimento de novas técnicas terapêuticas, animais de estimação são importantes ferramentas na cura de distúrbios psicológicos e até deficiências físicas.
Parece, contudo, que a relevância de tais seres vivos tem perdido força nos ambientes domésticos. Diariamente, são divulgadas agressões e até mortes de animais de estimação. A falta de fiscalização em tais ações torna as leis ineficientes e deixa impunes os que abusam e ferem os animais. Em um contexto de práticas violentas com seres indefesos, é fato ver que a inspeção precisa ser mais rigorosa.
Fica claro, portanto, que o valor dos bichos de estimação na sociedade de hoje, apesar de grande, não é compartilhado por todas as pessoas. Considerando uma lei que já existe e criminaliza maus-tratos, é papel do Judiciário fiscalizar mais e aplicá-la a diversos casos divulgados diariamente na rede. A mídia, que já tem grande relevância online, precisa levar tal discussão às TVs, utilizando ficções com engajamento social para mostrar a necessidade da delação. Por fim, ONGs que defendem os direitos dos animais também podem participar com campanhas e assistência, procurando e oferecendo novos lares aos encontrados em más condições.