Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 17/11/2020
Na obra cinematográfica “A menina e o porquinho” de 1973, Ferb salva Guilbert, já que seu pai o mataria apenas por ser o menor porquinho da ninhada. Trazendo-se este fato a realidade, em agosto deste ano, cerca de 4.500 denúncias foram registradas de maus tratos aos animais, representando um aumento de aproximadamente 20% desde o início da pandemia. Dessa maneira, a falta de empatia somada a lentidão da justiça brasileira, se tornam as causas principais para que tal prática vigore no país. Portanto, é necessário a busca de soluções cabíveis à resolução do problema.
Nesta segunda-feira (16) na cidade de Itaúna MG, moradores do bairro Morro do Sol registraram o abandono de um cão da raça Poodle em plena rua em movimento. Assim como no caso citado, inúmeros animais são vítimas das crueldades humanas todos os dias, uma vez que a violência contra o animal não se dá apenas na violência física. Assim como dito pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer, a compaixão pelos animais está diretamente ligada ao caráter, portanto se pode afirmar que quem é cruel com os animais, não se pode ser um bom homem.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou em setembro deste ano, a lei na qual, ao se tratar de maus tratos a cães ou gatos, o acusado poderá pegar até 5 anos de reclusão. De modo análogo, mesmo com leis vigentes que certificam pena a quem comete tal ato, na realidade, observa-se a incapacidade do poder de punir de forma rápida eficiente esses infratores, sendo as acusações revertidas em multas ou trabalhos comunitários. Assim como apresentado pela advogada Érika Sarraipo, sabendo que não vai haver uma punição rigorosa, as pessoas continuam praticando esses atos, ouvem uma bronca do juiz e saem com a ficha limpa.
Dessa maneira, medidas se tornam necessárias para combater a prática criminosa contra os animais. Sendo assim, cabe ao Ministério da Justiça juntamente com o Poder Legislativo aumentar a fiscalização e cumprir as leis de forma mais severa, com o intuito de retirar o sentimento de ser impotente, criando pelos agressores diante da justiça brasileira. Ademais, cabe as ONGS através das mídias sociais, conscientizar a população a respeito dessa brutalidade vigente no Brasil, a fim de diminuir o número de animais em situação de rua. Destarte, com tais medidas, a sociedade poderá gradativamente, erradicais tais atos.