Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 17/11/2020
O filme “Okja” retrata a história de uma pré-adolescente que tem como melhor amiga uma porca gigante, que vira alvo de um golpe de publicidade de uma empresa para a venda de carne processada. No Brasil atual, o crescente índice de maus-tratos aos animais estimula a necessidade de debater a questão. Nesse caso, diante de fatores como a insuficiência governamental em relação à supervisão da produção de carne em grande escala, bem como o aumento da criação de animais domésticos e suas consequências, o problema cresce e alternativas são necessárias para seu controle.
Sobretudo, a partir do início do capitalismo, o abate de animais, representa não somente a tentativa de atender a demanda do consumo humano, mas também a busca de lucros em dano da dignidade desses seres vivos. A Carta Magna, publicada em 1988, reconhece que os animais são dotados de sensibilidade, além de proibir a crueldade contra qualquer animal. Contudo, a falta de supervisão governamental nas grandes indústrias de carnes brasileiras acaba configurando-se como um desleixo, uma vez que as instituições mantêm os maus-tratos e as precárias condições do ambiente de criação.
Outrossim, a taxa de animais domésticos abandonados cresce cada vez mais, acarretada pela romantização da adoção. Porém, com a vivência da realidade cotidiana acerca das responsabilidades com os bichinhos, muitas pessoas optam pelo abandono nas ruas. Segundo Arthur Schopenhauer, a idéia de que animais não possuem direitos e a ilusão de que nosso tratamento para com eles não possui significância moral é um ultrajante exemplo da brutalidade e da barbárie.
Sendo assim, o Estado pode, com o Poder Legislativo e Judiciário, realizar comissões especiais no Congresso Nacional, com a participação de profissionais, para propor um maior acompanhamento de agentes dentro de abatedouros, o aumento de multas para infrações e a melhoria do espaço e da vida desses seres, buscando diminuir as violações.