Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 22/11/2020

Em 2020, foi sancionada uma lei federal que aumenta a punição para quem maltratar animais no Brasil. O texto prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda. Entretanto, apesar dos avanços, o país ainda enfrenta grandes desafios no combate aos maus-tratos contra animais, devido a aspectos culturais e à desinformação da sociedade.

Primeiramente, vale ressaltar a popularização do comércio e da criação de animais silvestres no Brasil, país marcado pela imensa biodiversidade representada pela Floresta Amazônica. Nesse contexto, somente em 2019, foram registradas 1.121 apreensões de representantes da fauna silvestre, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Tal mercado é alimentado por uma cultura em que naturalizou-se a criação doméstica de aves exóticas, tartarugas e jabutis, só para citar alguns exemplos.

Além disso, a falta de informação também ameaça os animais, seja pelo abandono, seja pelo sacrifício de bichos que são equivocadamente vistos como um perigo para os seres humanos. Isso ocorreu no surto de febre amarela, em 2017, em que a população passou a matar macacos, por acreditar que eles transmitiam o vírus. Outro exemplo foi a pandemia de Covid-19, em que, pelo mesmo motivo, registrou-se o aumento do abandono de animais domésticos, segundo o Conselho Federal de Veterinária. Dessa forma, fica evidente que, com orientação e informação, é possível salvar um sem-número de vidas Brasil afora.

Portanto, o Ibama deveria promover uma campanha de conscientização, incentivando a denúncia de casos que envolvam maus-tratos a animais. Isso seria possível por meio de mensagens a serem veiculada nos diferentes meios de comunicação, visando a informar sobre o tema e divulgar os canais adequados de denúncia desse tipo de crime. Talvez, assim, o Brasil possa se tornar um lugar mais seguro para os animais que nele vivem.