Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 23/11/2020

O filme “Dumbo” retrata a história de um bebê elefante que é separado da sua mãe para se tornar atração de um circo. Ainda que o filme seja uma ficção, o sofrimento mostrado nas telas evidencia a realidade de milhares de animais no mundo - vítima de exploração e maus tratos. Assim, faz-se necessário entender as causas dessa problemática e buscar medidas para combatê-la.

Em primeiro lugar, destacar a sensação de impunidade vivida pelos agressores. No Brasil, o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro sancionou a lei que aumenta a punição para quem pratica abuso e maus-tratos contra animais. A pena anterior de 3 meses a 1 ano de reclusão, além de multa. No entanto, essa timidez nas punições geravam a visão de que esse tipo de atitude era “aceita” pelo poder público.

Além disso, outro fator importante é a exploração econômica. Animais que são mantidos em cativeiro e usados como entretenimento sofrem inúmeros tipos de abusos, desde a retirada do seu habitat natural até ato de violência física para satisfazer esse tipo de comércio. Em entrevista ao UOL, o diretor da Renctas (Rede Nacional de Combate ao tráfico de animais  Silvestres) estimou que esse tipo de rede movimenta cerca de 3 bilhões todos os anos. Nesse aspecto, enquanto houver soberania financeira, o bem estar animal será sempre ameaçado.

Dessa forma, para combater os maus-tratos contra os animais, é preciso primeiramente ação do poder público, o poder Legislativo deve criar leis mais rígidas, assim como o poder Executivo fiscalizar o cumprimento destas leis, para que de fato não haja impunidade. Ademais, escolas podem promover palestras para pais e alunos sobre os riscos e os danos que os bichos sofrem durante a comercialização para que haja conscientização e consequentemente fim do comércio ilegal. Só assim, a visão de soberania sobre os animais começará a ter fim.