Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 01/12/2020
Na obra cinematográfica, “Os 101 Dálmatas” apresenta uma vilã que sequestra cães de raça para fazer casacos com suas peles. Fora da ficção, o destrato em todas as esferas dos animais ainda é uma realidade. Assim, é possível afirmar que as práticas egocêntricas dificultam a garantia do respeito aos bichos e como os interesses financeiros e as falhas governamentais, contribuem para esse cenário.
Primeiramente, convém analisar que os interesses financeiros colaboram para a não erradicação desse cenário. Isso ocorre porque, a busca constante por lucro resulta na incessante exploração, como o tráfcio de animais silvestres, entre outras coisas. Prova disso, é o parque aquático SeaWorld onde as orcas são retiradas do seu habitat natural, são, mantidas em cativeiro e dopadas para fornecer entretenimento ao público.
Ademais, cabe refletir sobre as falhas governamentais acerca desse cenário atual. Em pesquisas de 2018, nota-se que o quinto crime mais cometido no Brasil é o de maus-tratos contra animais. Segundo o Ministério Público, por se tratar de um delito visto como menos grave do que um homicídio, e por ter penas ainda leves, é sempre oferecido como pena a prestação de serviços comunitários. Essa realidade enfatiza o aumento da infração da lei, devido a penas brandas.
Em síntese das falhas governamentais e os interesses financeiros, é necessário que haja uma intervenção proposta a solucionar esse problema. É de uma responsabilidade do Poder Público junto a Polícia Federal criar sites e aplicativos gerenciados e fiscalizados pelo IBAMA, com o objetivo de criar ferramentas de denúncia anonimas para que ofereçam informações pertinentes, como a lei e o estatuto, assim como noticias sobre crimes. Somente assim, será possível punir os culpados e reduzir o quadro de maus-tratos.