Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 02/12/2020

O filme “Rio”, de 2011, relata de maneira lúdica as adversidades enfrentadas por Blu - arara azul, personagem principal - devido ao tráfico de animais. No entanto, esse cenário não se limita a ficção. No Brasil, o número de indivíduos que sofrem de maus-tratos vêm crescendo e isso deve-se, pela normalização da violência animal, somada à negligência governamental com os agressores.

Em primeira análise, observe-se que Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, afirma “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, logo, a maior parte da formação dos indivíduo advém de educadores. Essa questão é pertinente, uma vez que uma das cantigas infantis “atirei o pau no gato” - comumente cantadas nas primeiras fases da escolarização -, contribui para a normalização da violência contra animais. Dessa forma, crianças que logo se tornarão adultos, crescem acreditando ser algo normal e corriqueiro.

Outrossim, o descaso acerca da punição de agressores valida o aumentos dos crimes. Segundo o Art. 32 da Constituição Federal de 1988, é crime praticar atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Entretanto, a sanção máxima é a detenção de três meses a um ano e multa, além disso, inúmeros casos não são do conhecimento das autoridades ou são resolvidos com o pagamento da multa. Com isso, faz-se necessário a criação de projetos de lei mais rígidos em relação à punição dos criminosos.

Em suma, faz-se necessário, que o Governo Federal, como instância máxima administrativa executiva, atue em favor do povo, proporcionando uma educação de qualidade aos estudantes, de modo a conscientizá-los sobre os problemas e consequências gerados pelos maus-tratos aos animais, por meio de jogos e brincadeiras para crianças e palestras para adultos, a fim de minimizar os problemas gerados pela violência à fauna, assim como no filme “Rio”.