Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 07/12/2020

A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, determina, na forma de lei, que toda flora e fauna devem ser protegidas e que não se devem submeter os animais à crueldade. Entretanto, no Brasil, isso não se cumpre devidamente, pois é preciso que a sociedade desenvolva a consciência e respeite os seres vivos, além de denunciar os maus-tratos contra esses uma vez que só assim haverá justiça.

Em primeiro lugar, deve-se observar que os seres humanos enxergam os animais como seres inferiores e menosprezam o bem-estar desses, vindo a maltrata-los constantemente. Esse comportamento enraizado pode ser notado quando se verificam as diversas espécies que já entraram em extinção devido à influência antropológica, e consoa com o estudo da Banalidade do Mal, da socióloga Hannah Aredent, o qual descreve a normalização e aceitação de atos maléficos pela sociedade, visto que atos como queimadas criminosas e tráfico de animais são redundantes. Dessa maneira, se a sociedade não despertar e desenvolver empatia pelo reino animal, além de continuar com a fragmentação do caráter, acarretará em um desequilíbrio ecológico.

Em segundo lugar, o baixo índice de denúncias de agressões contra a fauna corrobora com a continuação dessa prática. Essa premissa pode ser comprovada ao analisar os dados dispostos pelo IBOPE Inteligência, em 2019, os quais demostram que 92% dos internautas brasileiros já presenciaram agressões a animais, mas apenas 17% denunciaram. Isso representa uma barreira no processo de proteção desses seres, e dificulta a punição dos agressores, uma vez que a justiça não toma conhecimento dos casos e torna impossível o resgate (quando ainda há tempo) e a penalização do infrator. Desse modo, se esse cenário não mudar, a violência contras esses se perpetuarão, pois não existirá perante a lei.

Portanto, ações para reduzir a violência contra os animais devem ser executadas. Cabe a família, como primeira instituição social do individuo, educar a criança, ensinando-lhes a forma correta de tratar um animal e, se possível, permitir a convivência de ambos, para que se adquira empatia e respeito e assim crescer um cidadão consciente. Ademais, deve o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) promover a informação acerca da importância da denúncia de agressões além dos meios disponíveis, por intermédio de mídias sociais e propagandas, com o intuito de munir a sociedade de consciência e artifícios para defender os animais.