Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 11/12/2020
O homem é um ser racional e possui a capacidade de agir em favor da coletividade. Contudo, embora intitulado ético e íntegro sob a perspectiva Humanista durante a Alta Renascença, suas inúmeras práticas antagônicas corroboram o contrário. No que se refere a questão dos animais, persistem os maus-tratos, os quais são resultados da falta de reconhecimento do valor desses seres atrelada à negligência por parte do Estado.
Em primeiro lugar, é preciso citar o valor histórico desses bichos para o corpo social. Já no Egito antigo, os animais eram tão admirados que representavam deuses, como Anúbis, deus da morte que possuía uma cabeça de cachorro. Além disso, os gatos, principais caçadores de ratos que destruiam as colheitas, eram sagrados para aquela sociedade. Nesse sentido, as novas técnicas terapêuticas, que contam com o apoio de animais, ajudam no tratamento de distúrbios psicológicos e até auxiliam pessoas com deficiências.
Ademais, em um contexto de violência extrema com os animais, é necessário uma fiscalização eficiente. Desse modo, a Constituição de 1988 - lei máxima e suprema do Brasil - garante a proteção animal. Porém, é possível observar que esse direito não é experimentado plenamente, tendo em vista uma notícia publicada pelo jornal Estadão, a qual apontou que os casos de agressão são frequentes. Sendo assim, é fulcral buscar medidas capazes de sanar essa mazela.
Portanto, cabe ao Poder Executivo aumentar o policiamento e a aplicabilidade de penas severas e multas para quem praticar maus-tratos contra os animais. A Mídia deverá levar esse debate para todos os veículos de comunicação, com o intuito de informar sobre a importância de se respeitar a vida e o bem-estar dos animais. Por fim, ONG’s, através de investimentos estatais, devem promover campanhas de assistência, a fim de encontrar novos lares para os encontrados em más condições. Dessa forma, a humanidade estará mais próxima do retrato do homem renascentista.