Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 15/12/2020
Na obra “A República”, do filósofo Platão, é retratada uma cidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. Entretanto, esse panorama está longe de ser realidade, quando se trata dos maus-tratos a animais de rua no Brasil, que se configura um problema no país. Nesse sentido, isso deve-se a ausência de educação animal, como também negligência estatal.
Mormente, cabe ressaltar que a ineficiente instrução animal é uma das razões pela qual o imbróglio ainda perdura. De acordo com o filósofo Sêneca, “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”. Nessa lógica, é visível que o brasileiro não é educado para ter responsabilidade afetiva com o animal, consequentemente os abandonando como algo descartável. Logo, é inaceitável tal postura da sociedade, com seres essenciais para ecologia ambiental.
Ademais, vale salientar que outra dificuldade enfrentada é a omissão do poder público. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu conceito de “Instituições Zumbi”, os institutos existem, mas não exercem suas funções. Nessa perspectiva, observa-se que a lei vigente de proteção animal é ineficaz pois é pouco conhecida e divulgada, assim fica evidente a falta de interesse do Estado em mudar essa situação. Dessa forma, é inadmissível que os órgãos competentes se ausente da obrigação de intervir sobre a entrave.
Depreende-se, portanto a necessidade de amenizar a problemática. Para tanto, o Governo Federal, ramo responsável pela administração da nação, deve realizar campanhas e debates de como tratar animais, por meio de palestras e mídias de grande alcance, a fim que o ser humano faça o certo. Além disso, o Estado, deve fortalecer as leis de proteção animal e facilitar as denúncias de maus-tratos, por intermédio de aplicativos digitais, objetivando alcançar o corpo social perfeito, retratado pelo pensador Platão.