Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 19/12/2020

Durante a história da humanidade, os animais tiveram grande destaque na sociedade. Esse ponto pode ser observado na figura dos deuses egípcios, que tinham formatos de animais adjunto a formas humanas, demonstrando a admiração e adoração por parte deste povo a esses seres, como Anúbis, o cabeça de Chacal. Entretanto, nota-se que o respeito pelos animais está cada vez mais raso. A liquidez das relações e a crescente da individualidade, adjunto com o aumento da violência, tornou o amor pelos bichos algo extremamente supérfluo e temporário.

As relações líquidas referentes aos animais são observadas em uma sociedade que realiza o abandono e o descaso por desinteresse. Nesse ponto, Bauman afirma que a contemporaneidade, traz através do consumo e por propensões causadas pelo mercado, a liquidez dos vínculos em virtude de vontades momentâneas. A teoria do autor retrata sobre ligações entre populações humanas, mas também se aplica a objetos e animais. Com essa tendência, pode-se verificar que muitos bichos são adotados quando filhotes, pois apresentam formosura e maior facilidade de adaptação ao dono. Porém, com o passar do tempo, e a verificação de dificuldades nos cuidados, muitas pessoas optam por abandonar o seu animal de estimação, descartando-o como se fosse um resíduo. Outras pessoas acabam agredindo os seus bichos por não satisfazerem suas expectativas, assim descartando-os.

O vínculo momentâneo, ocasionado por uma sociedade líquida, acaba sendo quebrado de forma violenta pelo homem. Segundo Weber, o indivíduo superior exerce dominação com uso de força sobre o influenciado, desta forma cria-se um paralelo entre o dono e seu animal de estimação. Muitas vezes a utilização de força é ocasionada por uma relação de aprendizado social, nesse ponto a educação ocorre por uma sociedade impetuosa. Nesse contexto ocorre a violência do homem contra a mulher, da burguesia com o proletariado e do ser humano contra o animal. Em grande parte dos casos a violência é utilizada como forma de alívio psicológico, ou por de estresse do indivíduo. Nessas situações o animal é utilizado como descarga de sentimentos por uma simples ação equivocada.

Portanto, a liquidez das relações, aliado com a violência surgida por um contexto impetuoso da sociedade, eleva a quantidade de agressões conduzidas aos animais. Esses que tem uma legislação protetora fraca, logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente divulgar ações fiscalizatórias a fim de promover uma maior ordem em defesa desses bichos que são vulneráveis. Desta forma, pode-se realizar campanhas em ambientes virtuais, por meio de publicidade com a intenção de orientar as pessoas sobre os cuidados com seus animais de estimação além de incentivar denúncias por maus-tratos. Assim, a sociedade moderna poderá ter fortes vínculos com os animais assim como os egípcios.