Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 22/12/2020
O filme “Marley e eu” fala sobre a amistosa relação entre uma família e seu cachorro, Marley, o qual recebe tratamento médico, boa alimentação e qualidade de vida. Fora da ficção, entretanto, o que se observa é o oposto, visto que os maus-tratos aos animais ainda são um obstáculo a ser ultrapassado no Brasil. Com isso, um dos caminhos para resolver a problemática é combater a omissão governamental e a lacuna no sistema educacional.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que a negligencia governamental impulsiona esse revés. Segundo dados divulgados pelo jornal Jovem Pan, maus tratos aos animais é o quinto crime mais cometido no país. Esse dado alarmante é reflexo do investimento mínimo das autoridades em políticas públicas que visem reverter esse quadro - como a fiscalização de abrigos para animais, a divulgação de veiculos de denúncia, entre outros. Contudo, é importante evidenciar que, em 2020, foi promulgada uma lei que torna mais severa a punição das pessoas que praticarem tais atos de violencia. Diante disso, é fulcral que haja uma rigorosa fiscalização.
Outrossim, é lícito postular que a falta de políticas educativas, relacionadas aos cuidados com os animais, é um obstáculo a realidade brasileira. De acordo com o sociólogo Pierre Bordieu, a escola tem papel fundamental no processo de socialização e na formação do indivíduo. Consoante a esse pensamento, é possível afirmar que a falta de interação entre crianças e animais, desde a primeira infância, faz com que muitas cresçam sem compreender a imporância de proteger esses seres. Por conseguinte, a pouca conscientização social corrobora para o quadro de descaso em relação ao assunto.