Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 27/12/2020
De acordo com a Lei da Inércia de Isaac Newton, um corpo em repouso permanecerá parado até que forças externas sejam exercidas sobre ele. Analogamente, a persistência dos casos de maus-tratos para com os animais é um problema que ocorre devido à inexistência de alternativas que combatam ela de forma efetiva, uma vez que parte do povo trata esses seres como insignificantes e o governo brasileiro não contesta esse atos de forma plena. Nesse sentido, para combater esses atos desumanos, faz-se necessário que a população tenha responsabilidade e que o Estado interceda de forma eficiente nessa questão.
Antes de tudo, essa adversidade, muitas vezes, é lidada de forma imprudente pela população. Dessa forma, o sociólogo alemão Émile Durkheim defende que o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob esse viés, se as pessoas têm seus desenvolvimentos sociais em ambientes que consideram os animais como seres insignificantes e desprovidos de direitos, esse pensamento se torna parte do senso comum delas e, assim, elas lidam com a violência animal de forma insensata, frequentemente, essa irresponsabilidade se manifesta pela ignorância desses atos de crueldade. Desse modo, é imprescindível contestar essa ideologia de inferioridade.
Ademais, o governo brasileiro deve suprimir essas práticas criminosas de forma efetiva. Diante dessa perspectiva, segundo Umberto Eco, para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável. Dessa maneira, é indiscutível que o Estado deve atuar de forma precisa no núcleo dessa adversidade, tanto na conscientização da população, como também pela sintetização de medidas, como: o aumento na fiscalização de abrigos e locais de vendas desses bichos, garantia da aplicação de punições para os agressores e a mudança no pensamento de parte da população.
Portanto, evidencia-se a necessidade de se opor à inércia presente nessa questão e confrontar diretamente essa adversidade. Assim sendo, o Ministério da Cidadania, com o apoio de ONGs que protejam os direitos dos animais, deve, por meio de ações públicas, promover a criação de um programa para o combate aos maus-tratos. Nessa perspectiva, esse projeto atuaria em diversos setores, não apenas com a intensificação de fiscalizações nas localidades onde se encontram esses seres, bem como com a realização de palestras semanais em espaços públicos de todo país. Além disso, esses eventos seriam abertos para o público e abordariam as origens desses atos violentos, como evitá-los e como denunciá-los. Em suma, a partir dessas ações esses casos de agressividade diminuiriam na nação.