Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 31/12/2020
No livro “Brasil, país do futuro”, escrito por Stefan Zweig, aponta para a idealização de uma nação progressista em diversos âmbitos. Judeu e austríaco, o historiógrafo fugiu de seu país sob ameaça nazista, e encontrou refúgio no território canarinho, onde, segundo ele, seria uma terra próspera para a ruptura de hábitos maléficos ao corpo social. Entretanto, verifica-se que os maus-tratos aos animais ainda é muito notório no Brasil, apresentando-se antagonicamente ao ideário exposto por Stefan. Dessarte, essa realidade deve-se, essencialmente, à negligência estatal e à falta de ativismo social.
Em primeiro plano, a Constituição Federal de 1988, concebida por meio do processo de redemocratização, prevê, como garantia fundamental, a proteção aos animais, bem como o combate ao que possa romper essa diretriz. Apesar disso, o próprio Poder Estatal, por falta de políticas públicas, fere a legislação. Consoante a isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública não promove, em detrimento das brandas leis de proteção aos animais, a punição adequada aos infratores. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal.
Cabe mencionar, em segundo plano, que a problemática encontra terra fértil na falta de ativismo social. O filme “Madagascar” ilustra bem isso. Consoante a isso, a ficção retrata a vivência dos animais em um zoológico, deixando explícito o vasto impacto negativo dessa exposição, principalmente no ânimo e natureza das espécies. Tendo isso em vista, percebe-se que o filme estabelece, veementemente, uma crítica ao sistema capitalista, uma vez que, em função da base de tal modelo socioeconômico ser o lucro, até mesmo a exploração de um ser vivo pode ser usada como escada para o alcançe desse objetivo, alimentado pela falta de empatia da sociedade com os animais. Diante disso, é notório que a mídia retrata a causa abordada.
Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange a problemática. Para tanto, o Ministério da Educação e o Ministério da Cidadania, por meio de verbas da União e do fundo rotativo, devem levar palestras educacionais pelo Brasil, alertando a população acerca da necessidade de se combater os maus-tratos aos animais, além da vasta importância que eles exercem na manutenção do bem-estar da sociedade, de modo que ocorra a massificação do termo na coletividade, por intermédio de propagandas acerca do tema. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em níveis mundiais, “lives” sobre o problema em questão, as quais deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, tendo como finalidade promover uma conscientização social e uma diminuição no número casos. Assim, a ideia de Zweig deixará de ser ficção e, finalmente, será efetivada.