Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 04/01/2021
O homem é um ser racional e possui a capacidade de agir em favor da coletividade. Contudo, embora intitulado ético e íntegro sob a perspectiva Humanista durante a Alta Renasceça, suas inúmeras práticas antagônicas corroboram o contrário. No que se refere à questão dos animais, persistem os maus-tratos, os quais são resultados da falta de reconhecimento do valor desses seres atrelada à negligência por parte do Estado.
Sob essa conjectura, é necessário citar o valor histórico desses bichos para o corpo social. Nesse sentido, já no Egito antigo, os animais eram tão admirados que representavam deuses, como Anúbis, deus da morte, que possuía uma cabeça de cachorro. Além disso, os gatos, principais caçadores de ratos que destruiam as colheitas, eram sagrados para aquela sociedade. Dessa forma, na contemporaneidade, os animais de estimação auxiliam pessoas com deficiências, oferecem companheirismo, entre outros benefícios.
Ademais, em um contexto de violência extrema com os animais, é preciso uma fiscalização eficiente. Desse modo, a Constituição de 1988 - lei máxima e suprema do Brasil - assegura a proteção animal. Porém, é possível observar que esse direito não é experimentado plenamente, tendo em vista uma notícia publicada pelo jornal Estadão, a qual apontou que os casos de agressão são frequentes. Sendo assim, é fulcral a busca por medidas capazes de sanar a mazela.
Portanto, cabe ao Poder Executivo, por meio de políticas públicas, aumentar o policiamento e a aplicabilidade de penas severas e multas para quem praticas maus-tratos contra os animais. A Mídia, como elemento persuasivo, deverá, através de entrevistas engajadas e propagandas, disseminar a importância de se respeitar a vida e o bem-estar dos animais, com o intuito de alcançar um país mais responsável e consciente do valor dos animais. Por conseguinte, a humanidade estará mais próxima do retrato do homem renascentista.