Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 07/01/2021
Na Constituição Federal de 1988 é mostrado que é de todos o direito a um meio ambiente, ecologicamente equilibrado, incluindo-se tanto a fauna quanto a flora. Entretanto, no limiar do século XXI, o número de casos de maus-tratos a animais é alarmante. Sob tal ótica, esse cenário é resultado do uso de bichos para trabalhos em conjunto com a venda de espécies domésticas.
Inicialmente, o uso de animais para ajudar em trabalhos, como o transporte de carga, é um dos graves causadores desse problema. De acordo com Karl Marx, filósofo e sociólogo, o capitalismo prioriza os lucros em detrimentos dos valores. Nesse sentido, diariamente vemos bichos sofrendo violência, como sendo chicoteados, na tentativa de fazer com que eles sejam obrigados a andar mais rápido, mesmo que estejam cansados e não alimentados, assim fazendo com que seus donos sejam mais bem remunerados.
Outrossim, a venda de espécies domésticas é decisiva para a ocorrência dessa problemática. Nessa perspectiva, muitas vezes as lojas de animais não têm o ambiente necessário para preservar saúde, física e mental, dos bichos, por estarem, diversas vezes, presos em gaiolas apertadas e com pouco ou nenhum contato de outros animais. Consequentemente, esse tipo de realidade é bastante comum quando se é observado os zoológicos, onde animais são tirados de seu ambiente natural para viverem presos, com a finalidade de divertir os seres humanos.
Em suma, são indispensáveis medidas que atenuem essa contrariedade. Logo, faz-se necessário que o Ibama, com o auxílio do Ministério da Educação, promova palestras nas escolas, desde o Ensino Fundamental ao Ensino Médio, sobre os maus-tratos a animais, as leis vigentes e como denunciar, para que os alunos de diferentes faixas etárias possam saber como agir. Dessa forma, teremos um meio ambiente com a preservação de nossa fauna, realmente garantida, como diz a Carta Magna.