Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 09/01/2021

No filme “Tainá” denuncia-se a venda ilegal de animais silvestres da amazônia. Nesse percurso, eles são mantidos em cativeiro, pouco alimentados e outras violências o acometem. Diante disso, tal obra cinematográfica não foge da realidade vivenciada no século XXI, no qual muitos animais são mau-tratados. Essa situção deve-se principalmente à falibilidade legislativa, como efeito, nota-se aumento das práticas irresponsáveis de “diversão”. Assim, faz-se necessário mudar a concepção social e  aumentar a inspeção da polícia.

Sob esse viés, é válido ressaltar que esse quadro de desrespeito aos bichos é ampliado pela impunidade. A saber, conforme o poder Legislativo brasileiro, o art.32 da “Lei Ambiental” foi aprovado para punir rigorosamente aqueles que maltratam os animais. Contudo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), cerca de 9 de cada 10 pessoas já presenciaram maus-tratos, e ainda, mais de 80% dessas testemunhas não fizeram a denúncia. Por consequência, o ato bárbaro supracitado aumenta, e então, torna-se “normal”. Esse vem de encontro à máxima da filósofa Hannah Arendt, ao ponderar que a banalidade do mal é a causa da formação do novo normal, ou seja, na medida em que uma ação maligna é recorrente cria-se a normalidade dela.

Por consequência,  fudamenta-se práticas violentas ao animal que popularmente são conhecidas como esportivas, exemplo vaquejada e briga de galo. Haja vista, tal consideração deve-se à normalização, por sua vez, essa foi aderida na cultura há anos atrás. Nesse sentido, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, essa é um capital cultural originado por um capital simbólico, isto é, os costume herdados dos antepassados, como a farra do boi, é fruto dos status que esses atos geravam, neste caso de valente e corajoso.  Dessa forma, a elevada impenitência gera aumento das ações que mau-trata os animais, o que evidencia a denúncia da protagonista Tainá.

É impressendível, portanto, com vistas a prevenir a crueldade aos bichos, o esclarecimento do povo, por intermédio de tributos estaduais, perante à importância do cuidado animália. Isso seria realizado a partir de campanhas publicitária que seram divulgadas nos veículos mediáticos, como televisões, rádios e sites digitais, a fim de mudar a concepção social, e assim, garantir o bem-estar do animal, bem como pleno funcionamento da lei. Com isso, as denúncias aumentam e a impunidade cessará.  Além do mais, é interessante que o Ministério do Meio Ambiente amplia o quadro de funcionários, mediante a abertura de concursos públicos para peritos, com fito de elevar a fiscalização e diminuir a barbárie supracitada. Feito isso, a realidade vivenciada em “Tainá” não utrapassar-se-ia os limites cinematográficos.