Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 09/01/2021

O autor Gary Francione, descreve o fato em que os seres humanos reconhecem que os animais possuem direitos de segurança e da vida, mas tal construção teórica é ineficiente em metodologias práticas. Análogo a isso, é possível relacionar tal conjuntura com a realidade aos maus-tratos contra animais no Brasil, uma vez que há falta de fortalecer o combate à violência. Logo, é perceptível há ausência de fiscalização do comércio ilegal de animais, bem como a carência de diálogo intrafamiliar em relação à agressão alheia.

Tendo em vista esses aspectos, a falta de fiscalização com a venda de animais corroboram com o comércio ilegal. Nesse viés, A Lei Federal dos Crimes Ambientais artigo 32, assegura a vida e a sobrevivência animal, contra atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. Desse modo, tal afirmativa democrática é discrepante com a prática comercial ocorrente no Brasil uma vez que a comercialização é um dos fatores para maus-tratos e abuso aos animais. Assim, a negligência governamental corrompe com os direitos dos animais, pois este tem o dever de fornecer segurança e bem coletivo aos animais, visto que os animais não têm capacidade racional de se defender.

Ademais, o livro “Visconde Partido ao Meio”, de Ítalo Calvino, aborda a condição do homem contemporâneo, visto que a pluralidade de emoções ruins e boas podem causar desordem social, acentuando a liquidez holística. Diante disso, no panorama atual, é possível relacionar tal narrativa com a ausência de diálogo intrafamiliar em relação à violência animal, uma vez que a maioria da população não introduz o afeto aos animais nos lares. Destarte, é crucial a educação familiar, visto que a informação e a interlocução dos gestores induz a projeção futura dos cidadãos com intuito de desencadear atos solidários e fortalecer o combate aos maus-tratos contra animais.

Portanto, a fim de minimizar a falta de combate aos maus-tratos aos nichos animalejos perante a falta de fiscalização dos órgãos públicos, como também há carência do diálogo intrafamiliar. Assim, urge, que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em parceria com o Exército Brasileiro, deve criar missões especiais para combater o tráfico e a venda ilegal de animais, através de drones para sobrevoar nas imediações suspeitas. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente, com o Ministério da Cidadania, precisa criar políticas públicas de conscientização familiar e responsabilidade social, por propagandas com fatos de violência animal nas redes sociais. Deste modo, certamente, a afirmação de Francione será refutada com a união social em cumprir as regras e serem solidários com a vida animal.