Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 14/01/2021

O filme brasileiro “Rio” retrata a história de uma arara azul que foi retirada da mata ainda filhote para ser vendido no comércio ilegal de animais silvestres. A problemática retratada no contexto secundário, mostra a realidade vivida no Brasil, animais silvestres vendidos como exóticos internacionalmente, sofrendo agressões, traumas psicológicos e correm o risco de extinção. Nesse contexto que as questões que precisam ser avaliadas: os tipos de violências contra animais e como esse maus-tratos está diretamente vinculada à questão cultural.

Em primeira análise, deve-se entender que agressões aos animais se caracterizam desde prender o bicho às correntes e coleiras até ao abandono e esquecimento. Muitos pais dão aos seus filhos bichinhos de estimação como se fossem brinquedos, as crianças inconscientemente causam violência sentando-se no animal ou puxando pelo rabo ou batendo no aquária para ver o peixinho se mexer. Outro fator que se enquadra nessa característica é o abandono do animal pela falta de tempo para cuidar e alimentar ou simplesmente por não o querer mais. Comprar animais não domesticáveis, como araras e papagaios, também contribui para o frequente maus-tratos aos animais, tendo em vista que essas espécies são retiradas do seu habitat natural.

Em segundo lugar, a questão cultural está ligada a maus-tratos aos animais, apesar de a vaquejada ser patrimônio imaterial do país, deve ressaltar que muitas vezes o treinamento desses animais é doloroso para que sejam obedientes no momento da apresentação, o boi sofre ao ser puxado pelo rabo e derrubado no chão. Ou fator que está enraizado na sociedade, é o teste em animais de produtos cosméticos, não obstante a exclusão dos testes em animais estão aumentando com a tendência de consumo consciente pelo mundo.

Portanto, em todos esses problemas, é visível a necessidade da ação do Ministério da Cultura em parceria com o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) melhorar o relacionamento entre o homem e os animais, com o intuito de extinguir a violência sofrida por qualquer espécie da fauna brasileira. Igualmente como as indústrias de cosméticos precisam criar alternativas que não necessitem o teste dos produtos nos animais. Bem como as escolas por meio de palestras e debates intraescolares, devem introduzir campanhas de conscientização para a proteção dos animais. Assim, criando meios para o combate de maus-tratos aos animais.