Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 16/01/2021

Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele mudando de percurso, os maus-tratos aos animais é um problema. Com isso, ao invés de agir como a força capaz de mudar esse movimento, a violência física e a biopirataria contribuem para que esse movimento permaneça de forma errônea. Todavia, há de ser ter alternativas para combater os maus-tratos aos animais.

É relevante abordar, primeiramente, que um dos fatores para que esse problema continue são as agressões físicas voltadas aos animais. Esse fator é notório no caso de um ex funcionário do Carrefour, o qual disparou contra um cachorro que dormia na porta do estabelecimento, há relatos de que o cão já sofria com agressões físicas por esse mesmo agressor. Porém, essa não é o único caso de violência animal, prova disso são os dados publicados pela Folha de São Paulo, apontando que em 2017 houve mais de 4 mil boletins de ocorrência de violência contra os animais. Em suma, a violência física contribui para a questão dos maus-tratos aos animais.

Ademais, outro agente que fomenta para esse trajeto continue de maneira errada é a biopirataria. Tal agente é perceptível no parcialmente combatido pela ativista Luísa Mell, a qual expõe casos de tráfico de animais em todo Brasil, onde nesses casos, os animais são submetidos a condições de higiene precária, falta de iluminação e desnutrição. Sob esse ângulo, os donos desses animais os mantêm presos, a fim de estimular a reprodução em massa e a venda da prole, visando sempre o lucro do que o bem-estar do animal. Em consequência disso, a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres afirmou que cerca de 40 mil animais são capturados e vendidos ilegalmente, todos em condições desumanas. Logo, é inquestionável o papel das agressões físicas e do tráfico de animais quando se diz respeito ao maus-tratos com os animais.

Evidencia-se, portanto, que essas atitudes prejudicam a saúde do animal. Nesse viés, cabe às ONG’s de proteção ambiental, através de boletins de ocorrência, denunciarem os maus-tratos aos animais, ao resgatarem os animais de situações de agressão ou perigo, devem fazer campanhas de adoção e doações de ração. Em adição a isso, as ONG’s tem de conscientizar a população sobre os maus-tratos, com a ajuda de palestras em escolas, elas devem disponibilizar números e outros canais para denúncia, devem também alertar sobre os malefícios da biopirataria, como os locais de cativeiro e a falta de higiene, a fim de que os dados publicados pela Folha de São Paulo diminuam, assim como os publicados pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres. Somente assim, o percurso citado por Newton seria mudado.