Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 18/05/2021

Promulgada em 1988, a Constituição Federal, artigo 225, impõe ao Poder Público e à coletividade proteger a fauna, e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que submetam animais a crueldade. Entretanto, tal imposição é deturpada, visto que os maus tratos aos animais encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, o pensamento de superioridade em consonância com o capitalismo são os principais pilares para esses conflitos.

Primeiramente, vale ressaltar a ideia de supremacia humana como perpetuadora do problema. Destarte, originado no fim da Idade Média o antropocentrismo, pensamento filosófico que coloca o homem como o centro do mundo, foi distorcido e muito utilizado como justificativa de maus tratos aos animais, pois alegavam que o homem era ou único ser inteligente e assim teria controle sobre as demais espécies.

Ademais, vale saliente a busca pelo capital como impulsionador da problemática. De acordo com a Coligação Europeia cerca de 100 milhões de animais são usados ​​em pesquisas de cosméticos, por ano, morrendo 15 milhões e os demais ficando gravemente feridos. Sob esse viés, animais estão colando a testes de empresas que buscam vender ainda mais seus produtos. Tal constatação pode ser observada no curta metragem “Salve Ralph” que demonstra de forma clara como é a vida de animais que fazem testes.

Portanto, com intuito de mitigar os maus tratos aos animais, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de ativistas, que por meio de workshops nas escolas, alertariam a sociedade sobre a importância de cuidar dos bichos e incentivar as pessoas a não comprar mercadoria testada em animais. Somente assim, as declarações da Magna Carta entrarão em vigor completo.