Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 07/06/2021
A domesticação canina remete aos primórdios da civilização humana e foi importante no auxílio do labor, além da contribuição como um mecanismo de socialização e suporte emocional. Entretanto, apesar da relevância da presença animal para o bem-estar e sobrevivência do homem, é notório que as alternativas para garantir a preservação da vida e para combater os maus-tratos aos animais ainda se mostram insuficientes no Brasil do século XXI. Dessa maneira, tal cenário é resultado tanto de um poder judiciário ineficiente, quanto de uma cultura individualista.
Primeiramente, um sistema judiciário que prioriza os interesses econômicos apresenta-se ineficaz na luta contra a crueldade com os animais no território brasileiro. Desse modo, consoante abordado pela série “Vincenzo”, a corrupção instalada na esfera jurídica, para proteger as grandes corporações, é capaz de ignorar os crimes cometidos por essa parcela populacional. Logo, os abusos sofridos pelos animais, efetuados pelas organizações envolvidas com o tráfico lucrativo de espécies silvestres, são deixados de lado pela parcela corrupta da Justiça do Brasil, ressaltando a insuficiência das medidas para suprimir as práticas de maus-tratos. Consequentemente, o homem menospreza a importância dos bichos para a civilização e sobrevivência contemporâneas, bem como para o equilíbrio do ecossistema.
Outrossim, uma cultura individualista, despreocupada com a preservação da vida dos outros organismos vivos, é culpada pela violência praticada contra os animais no país. Assim, tal comportamento consolidou-se durante a Revolução Industrial, pois a busca pelo lucro sobrepôs não só a qualidade de vida da mão de obra fabril, como também dos animais fornecedores de matéria-prima para as indústrias. De forma análoga, no Brasil contemporâneo, os interesses individualistas do ser humano são responsáveis por aumentar os índices de abusos aos bichos, como a criação insalubre de raças de cães e gatos, dificultando a atuação das medidas já existentes para diminuir a violência sofrida por eles. Portanto, é necessário que o Estado tome novas providências para eliminar esse tipo de crime.
Diante disso, para promover a suficiência das alternativas de combate dos maus-tratos aos animais no Brasil do século XXI, é indispensável que o Ministério do Meio Ambiente crie o Plano de Preservação da Vida Animal, que, por meio da formação de equipes de fiscalização dos ambientes urbanos e periféricos, compostas por profissionais capacitados, irá punir os criminosos e reduzir a ineficiência do sistema judiciário. Tais equipes deverão contar também com apoio de veterinários e biólogos. Ademais, esse mesmo Plano promoverá palestras acerca do individualismo, visando enfraquecer tal comportamento. Em suma, por essas vias, o Brasil preservará a vida dos bichos em seu território.