Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 12/08/2021

Após a Terceira Revolução Industrial, a internet difundiu-se cada vez mais por todo o mundo. Esse avanço tecnológico proporcionou, no Brasil, a divulgação dos maus-tratos aos animais à população através, principalmente, das redes sociais. Dessa forma, tornou-se público que esse problema tem crescido no país em razão da falta de empatia do ser humano com outros seres e da falha legislativa em punir os responsáveis por esses crimes. Assim, é necessário encontrar alternativas para solucionar essa problemática.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a falta de capacidade do homem em colocar-se na posição de outros seres. Nesse sentido, essa indiferença é notada quando se observa o número de cães e gatos abandonados passando fome, que de acordo com o site Jusbrasil, são cerca de 30 milhões no território brasileiro. Acerca disso, esses dados confirmam a ausência de sensibilidade do ser humano para com os animais, pois enquanto de geração em geração há a pratica da caridade e da empatia com os mais pobres, relativo aos animais eles são apenas ignorados pela maioria das pessoas. Dessa maneira, é preciso alternativas para que essa ação se estenda aos animais.

Somado a isso, a falibilidade do Estado em punir crimes contra os bichos é outra causa para essa questão. Sob essa ótica, segundo Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, a lei existe na teoria, mas não ocorre na pratica. Nessa perspectiva, apesar de existir a lei 9.605 para punir crimes aos animais, ela não é efetiva. Para ilustrar, vale lembrar o caso de uma cachorra abandonada, que fazia do supermercado Carrefour um local de abrigo e foi morta a pauladas por um funcionário do estabelecimento, o qual recebeu como punição responder em liberdade. Isso mostra a flexibilidade da lei e dá brecha para que crimes semelhantes continuem ocorrendo. Logo, é indubitável a necessidade de atuação mais rígida do poder executivo.

Portanto, como alternativas para combater a crueldade com os animais no Brasil, é preciso que os gestores escolares implementem nas escolas, desde as séries iniciais, discussões, em roda de conversa, sobre empatia com qualquer ser vivo, com a finalidade de desenvolver cidadãos capazes de praticar o bem a esses seres. Por conseguinte, ao judiciário incumbe a efetivação, de forma rígida, da lei que versa sobre os maus-tratos aos animais, por meio de investigações bem detalhadas e punição compatível com a gravidade do delito, a fim de que seres vulneráveis tenham garantidos o direito de viver dignamente.