Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 13/08/2021
A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseios coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade de uma mudança no âmbito referente aos maus-tratos aos animais, em que, devido ao grande egocentrismo, muitos animais são mortos para fins lucrativos, causando um grande prejuízo para o equilíbrio da fauna e da flora do país. Diante dessa perspectiva, questões sobre experimentos em animais e a comercialização desses, devem ser discutidas na atual conjuntura para, assim, findá-las.
É de fundamental importância pontuar, de início, que no meio comercial o uso de animais para testes de produtos, principalmete de cosméticos, é extremamente prejudicial para a saúde desses seres, causando a esses, doenças como a cegueira e toxidade. Nesse prisma, cabe pontuar que no Egito antigo a cultura de cuidado com os animais era bem rígida, pois os animais eram tão admirados que representavam deuses, como Anúbis. Em contrapartida, atualmente, esses bichos estão sendo multilados e usados para indústria, tornando evidente que a prática de maus-tratos é um fato que assola incessantemente a fauna do Brasil.
Paralelo a isso, é válido pontuar, ainda, que a comercialização de peles e carnes de animais ainda se faz presente na sociedade atual. Nesse viés, não é de hoje que o homem busca lucros sem importar-se com os prejuízos causados para a fauna e a flora local. Nesse sentido, é plausível colocar em pauta a frase do filósofo Nicolau Maquiavel que diz: “Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela”. Desse modo, é notório que o egocentrismo do homem em apenas gerar lucros está afetando o meio ambiente e, consequentemente, colocando em risco a extinção de muitas espécies.
Segundo o filósofo Descartes, não há métodos fáceis para a solução de problemas difíceis. Ainda assim, medidas precisam ser tomadas para que se resolvam os problemas relacionados ao maus-tratos aos animais. Dessa maneira, para solucionar essa problemática, urge que o Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal (CONCEA), fiscalize indústrias que pratiquem técnicas experimentais em animais e aplique penas mais rígidas, como o aumento da detenção e da multa, com intuito de que as empresas busquem métodos alternativos a fim de não praticarem violências contra esses seres. Outrossim, é necessário que o Ministério da Educação promova aulas de educação ambiental de forma que os casos de vilências aos animais sejam minimizados. Com efeito, isso deve ser realizado com a ajuda de biólogos e profissionais da área ambiental. Desse modo, a sociedade vista como egocêntrica, irá dar lugar a um ambiente de cuidado e preservação.