Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 30/08/2021

“O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós.” Essa afirmação feita por Barão de Itararé, um dos fundadores do jornalismo alternativo na época da ditadura no país, encaixa-se perfeitamente no cenário atual brasileiro, uma vez que os maus-tratos aos animais mostra-se como um dos nós a serem desenlaçados no país. Assim, seja pela banalização da sociedade, ou por pela omissão governamental, esse problema é uma importante questão social que precisa ser resolvida.

Sob esse viés, é lícito postular que a inércia social é uma das causadoras da problemática. No livro “Minha vida fora de série 2”, a personagem Priscila ao ir no Mercado Central, se depara com inúmeros animais machucados, famintos e presos em gaiolas, então, ela começa uma manifestação no local pedindo para que libertem os bichos , porém, a maioria das pessoas que estavam naquele ambiente achavam que ela estava louca, promovendo aglomeração e só observavam. Fora da ficção, a realidade não é diferente, pois muitas pessoas já se habituaram com a questão dos maus-tratos aos animais e não realizam esforços para combater o problema. Isso pode ser observado na falta de passeatas, protestos, campanhas nas redes sociais e denúncias para precionarem as autoridades competentes. Logo, se a postura da sociedade não mudar, difícil será a dissolução da problemática.

Além disso, destaca-se o descaso estatal como outro ocasionador do impasse. De acordo com Abraham Lincoln, célebre político americano, a política existe para servir o povo e não o contrário. No que se diz repeito ao combate aos maus-tratos aos animais, é possível perceber que a fala de Lincoln não se faz presente na sociedade, uma vez que o poder público não serve o povo com ações, metas e planos que solucionem os entraves. Esse fato pode ser percebido na baixa fiscalização e na ausência de um canal de denúncia que atenda em todo o território nacional, além de aumentar a pena para os agressores não sairem impunes. Assim, é inadmissível que o Estado mantenha uma postura inerte diante de tal conjuntura.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas. Dessa forma, urge ao governo federal, quanto agente reponsável por toda a nação, por meio da criação de órgãos de denúncia, aumente a fiscalização e a pena para os agressores, a fim de reduzir os maus-tratos aos animais. Outrossim, é importante que a população altere sua conduta e realize esforços para tentar reverter a situação como protestos e campanhas na internet. Espera-se, com esta ação, que o problema seja minimizado e que este nó seja desatado como propôs Barão de Itararé.