Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 02/09/2021
A Declaração dos Direitos dos Animais — promulgada em 1978 pela ONU — assegura às espécies domésticas e silvestres o tratamento com dignidade e com respeito. Entretanto, a persistência dos maus-tratos aos animais impede que lhes sejam garantidos esses direitos internacionas na prática. Com efeito, a solução do problema pressupõe que se combata a cultura de exploração e que se preserve o equilíbrio ambiental.
Diante desse cenário, a Colônia de Exploração representou a mentalidade do brasileiro desde o século XVI, de modo que a população se acostumou a utilizar os recursos naturais de forma pouco responsável. Nesse sentido, o tráfico de animais evidencia que o comportamento do brasileiro contemporâneo ainda é proveitoso e irresponsável com o meio ambiente. Nesse viés, meio milênio de evolução ainda não foi suficiente para que aves, mamíferos e outras classes estejam livres dos maus-tratos. Assim, enquanto a mentalidade exploratória for a regra, a maldade será uma trágica realidade.
Ademais, a crueldade pode colocar em risco o equilíbrio ecológico. Nesse contexto, ainda que o artigo 225 da Constituição Federal assegure a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, as agressões aos animais colocam em ameaça a perpetuação de importantes espécies responsáveis na dispersão de sementes, como a Arara Azul. Tal omissão se manifesta pela falta de fiscalização governamental e pode modificar a dinâmica do ecossistema de forma irreparável. Todavia, se a exploração de animais se mantiver, o Brasil estará impossibilitado de experimentar um dos direitos mais importantes assegurado pelas Nações Unidas: o equilíbrio ambiental.
Portanto, para que o respeito aos animais seja, de fato, assegurado na prática, as escolas — responsáveis pela transformação social — devem desconstruir a mentalidade exploratória enraizada na sociedade brasileira, por meio de projetos pedagógicos, como palestras e ações comunitárias capazes de desenvolver o respeito da população às espécies domésticas e silvestres. Essa iniciativa teria a finalidade, inclusive, de desestimular o uso de bichos para entretenimento humano e de garantir que o Brasil seja uma nação evoluída e livre dos maus-tratos aos animais.