Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 01/09/2021

“O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós.” Essa afirmação feita por Barão de Itararé, um dos fundadores do jornalismo alternativo na época da ditadura no país, encaixa-se perfeitamente no cenário atual brasileiro, uma vez que os maus-tratos aos animais mostram-se como um dos nós a serem desenlaçados no país. Assim, seja pela banalização social, ou pela omissão governamental, esse problema é uma grave questão social que precisa ser resolvida.

Sob esse viés, é lícito postular que a inércia da sociedade é uma das causadoras da problemática. De acordo com o sociólogo Robert Putman, a participação popular está diretamente ligada a resolução dos problemas sociais. Entretanto, é perceptível uma desavença entre a fala do sociólogo e os caminhos para combater os maus-tratos aos animais, uma vez que o corpo social não atua de modo eficaz para sanar o impasse, mantendo-se inerte. Isso pode ser observado na ausência de protestos e campanhas nas redes sociais para pressionarem as autoridades competentes a aumentarem a fiscalização, por exemplo. Logo, se a postura da população não mudar, difícil será a dissolução dessa conjuntura.

Além disso, destaca-se o descaso estatal como outro ocasionador do entrave. Nessa perspectiva, Abraham Lincoln, célebre político americano, acreditava que a política existe para servir o povo e não o contrário. No que se diz respeito às alternativas para combater os maus-tratos aos bichos, é notório que a afirmação de Lincoln não se faz presente na sociedade, visto que o poder público não serve o povo com ações, metas e planos que solucionem os entraves. Esse fato pode ser percebido na baixa fiscalização que existe no país, facilitando a existência de casos de agressões aos animais e deixando, muitas vezes, os agressores saírem em pune de seus atos. Assim, é inadmissível que o Estado mantenha uma postura omissa diante da problemática.

É imprescindível, portanto, que o problema seja sanado. Dessa forma, urge ao governo federal, quanto agente responsável por todo a nação, por meio da criação de órgãos de denúncia, aumente a fiscalização e a pena dos agressores para que estes não saiam em pune e respondam por suas ações, a fim de reduzir os maus tratos aos animais. Outrossim, é importante que a sociedade mude sua conduta e realize esforços para tentar reverter a situação com a realização de passeatas e campanhas na internet. Espera-se, com estas ações, que o problema seja minimizado e que este nó seja desatado com propôs Barão de Itararé.