Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 13/10/2021

No desenho infantil “Tom e Jerry” retrata no episódio “Gatinho celestial” alguns gatos indo para o céu por causa de maus-tratos, como baleamento, atropelamento e abandono. De maneira análoga, no Brasil, a violência contra os animais tem se tornado cada vez mais evidente. Dessa forma, cabe analisar  as principais causas, como a normalização da violência por intermédio da cultura e testes científicos, e possíveis medidas para combater esse impasse.

Sob esse viés, é válido ressaltar que a judiação contra os bichos é naturalizada por meio de alguns eventos culturais. Nesse sentido, de acordo com o artigo “Aspectos que influenciam os maus-tratos contra os animais do meio urbano”  escrito pela bióloga Barési Freitas Delabary, manifestações como: marcações de bois, rodeios e os sacrifícios de bichos para oferendas são eventos normalizados pela sociedade. À vista disso, é possível dizer que, por esses acontecimentos culturais existirem a anos e servirem de entretenimento, acabam sendo vistos como normais e mascaram às violências que os animais sofrem, além disso, a falta de empatia e de leis rígidas fazem com que se tenha poucas denúncias. Sendo assim, é inadmissível que esses eventos culturais continuem sendo  aceitos por causa da diversão humana.

Ademais, a utilização dos bichos em testes científicos contribui com a violência. Nesse contexto, o curta-metragem estadunidense “Salve o Ralph” mostra como os coelhos sofrem ao serem  testados em uma clínica de cosméticos de beleza, perdendo um pouco da visão, audição, pelos e tendo queimaduras químicas. Diante disso, pode-se afirmar que mesmo existindo medidas alternativas que não experimentam produtos em animais (como o método in-vitro e in silico),  o especismo (ideia de que o ser humano é uma espécie superior as outras) e a ação dos indivíduos de não utilizarem produtos não testados em bichos, fazem com que os ensaios continuem sendo feitos de maneira criminosa. Portanto, é inaceitável que os cientistas permaneçam utilizando metodologias que usam os animais como cobaias.

Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente diminuir às judiações dos bichos. Por meio de fiscalizações em eventos que usam os animais como entretenimento - como lugares de marcações de gados e rodeios - além produzir cartilhas para incentivar a população a denunciar os crimes de agressões contra os bixos e exigir que eles não sejam utilizados como cobaias nos laboratórios, aumentando o valor da multa e os anos de prisão para os cientistas que desrespeitarem. Dessa maneira, é possível combater um pouco dos crimes contra os animais.