Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 14/09/2021
O livro “Revolução dos Bichos”, do escritor inglês George Orwell, retrata uma fazenda de animais, na qual estes são maltratados pelo proprietário do local. De maneira análoga à obra literária, no Brasil hodierno, a fauna sofre com a violência a ela direcionada. Posto isso, torna-se evidente que a problemática é nociva e, por conseguinte, alternativas para combater os maus-tratos aos animais, como a melhoria da disseminação de canais de denúncia e a promoção de uma vida sem exploração animal, são necessárias.
De início, é fundamental destacar que os meios de prestar queixas em relação à violência contra animais precisam ser melhor divulgados. Isso porque esses canais de delação dos maus-tratos, bem como as leis que respaldam a punição -como o regulamento de ampliação das penas de crimes contra animais sancionado pelo governo brasileiro em 2019- são pouco difundidos na sociedade, tornando-se, dessa forma, ineficazes. Sob esse viés, tal conjuntura pode se caracterizar como uma “violência simbólica”, definição teorizada pelo sociólogo francês Pierre Bordieu, em razão de ser uma ação sem coação física que gera consequências danosas a determinado grupo, ou seja, os animais são prejudicados devido à parca propaganda acerca dos métodos de denúncia de crueldade. Nesse contexto, fica claro que aperfeiçoar a difusão desses canais é mister.
Outrossim, torna-se pertinente também ressaltar que a adoção de um estilo de vida empático com relação aos animais faz-se imprescindível. Desse modo, a adesão ao veganismo, por exemplo, promove a exclusão, na medida do possível e do praticável, de qualquer atividade ou produto que derive da exploração animal. Assim, essa prática se relaciona com o entendimento da “senciência animal”, conceito criado pelo filósofo utilitarista Peter Singer, já que tal modo de vida reconhece a capacidade dos membros da fauna de sentirem dor, sofrimento, entre outras emoções. À luz dessa concepção, ações como a alimentação à base de carne, os usos laboratoriais para testes de cosméticos, o abandono e as péssimas condições de vida, são considerados cruéis e incabíveis.
Em face do exposto, portanto, medidas são cruciais para mitigar os maus-tratos contra animais. Logo, compete ao IBAMA criar um plano de divulgação dos canais de denúncia de crimes praticados contra a fauna, mediante o envio de um projeto de lei à Câmara dos Deputados, o qual deve prever a difusão dos telefones de contato para queixas em propagandas veiculadas regularmente na mídia, por exemplo, a televisão e o rádio, com o fito de tornar acessível aos cidadãos o conhecimento dos meios de expor criminosos. Ademais, cabe ao indivíduo engajar-se em estilos de vida empáticos, como o veganismo, a fim de atenuar a crueldade contra animais.