Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 09/10/2021

O filme “Rio” narra a história de uma arara azul que é capturada pelo tráfico ilegal de animais e presencia a situação de outros seres em condições de maus tratos. Neste sentido, a violência contra os animais não permeia apenas a ficção, ela ganha espaço quando mencionada sobre a visão superior do homem sobre os animais e ao tráfico ilegal. Logo, examinar tais questões é preciso para que o hábito de agressões acabe.

Em primeiro plano, vale ressaltar a ideia de superioridade humana em relação aos animais. Historicamente, é comum que bichos sejam vendidos em feiras e comércios a céu aberto, mesmo que estejam expostos em locais inadequados, o que torna essa  imagem habitual e, como consequência, pouco discutida. Ademais, tal atitude contribui para que a impunidade seja enxergada como resultado dessas ações e não como a exceção. Entretanto, na tentativa de minimizar esse hábito social, foi sancionada, em 2020, a “Lei Sansão”, na qual aumenta a pena de maus tratos aos animais para até 5 anos, o que colabora para a punição e o conhecimento comunitário.

Outrossim, o tráfico ilegal coopera para a perpetuação dos maus tratos à fauna. Assim como retratado no cinema, os criminosos raptam os animais de seus habitats naturais e os alocam em lugares inapropriados, que vão desde mochilas e gaiolas apertadas, até latas de alimento. O tráfico é ainda mais reforçado quando se analisa as finalidades para qual os bichos são adquiridos - científicos, coleções ou pets -. Segundo uma reportagem do site G1, esse crime retira, anualmente, cerca de 38 milhões de espécies nativas das florestas brasileiras, o que ratifica essa cooperação com a violência.

Portanto, apesar do filme abordar um final feliz para a arara, muitos animais não têm essa possibilidade, por isso, reduzir os casos de maus tratos é necessário. Sendo assim, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com empresas de tecnologia, deve fiscalizar as reservas ambientais com maior rigor. Essa ação será efetivada por meio de câmeras em locais estratégicos, segurança policial em rodovias e o fornecimento de um disque denúncia à população, a fim de gerar maior segurança e preservação da vida dos animais. Ademais, as redes sociais, em conjunto com Organizações Não Governamentais, deve realizar campanhas nacionais de combate as agressões à fauna, por intermédio de imagens, dados e divulgação da “Lei Sansão”, com a finalidade de fomentar o senso crítico social.