Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 27/09/2021

Desde 1998 é garantido por lei que o cidadão que cometer atos de abusos contra animais será penalizado. No entanto, infelizmente ainda é comum se deparar com situações que ferem a vida desses. Sendo assim, é de suma importância encontrar alternativas para combater os maus-tratos aos animais, seja nos casos em que a violência é doméstica, ou nos que são cometidos pela indústria que vende carne de animais como se fossem mera mercadoria.

A priori, nos casos em que a violência é cometida contra animais domésticos, é importante ressaltar o papel primordial da sociedade civil. Nesse sentido, “Don’t Fuck With The Cats” é uma série que narra a história verídica de um sujeito que assassinava gatos e divulgava o ato na internet, sendo que a própria população se mobilizou para encontrar o criminoso. Nessa lógica, apesar de - na maioria das vezes - as pessoas que maltratam animais não o fazerem de forma explícita como na série, é fundamental que as pessoas se atentem a casos suspeitos, como por exemplo sons de animais que podem estar passando por um caso de abuso na vizinhança. Isso porque, apesar da existência da lei que condena casos de abusos, é de relativa dificuldade dos oficiais de justiça flagrar o infrator, cabendo este papel à própria sociedade civil.

Além disso, outro caso em que os animais são muito violentados é no setor industrial. Nesse sentido, o documentário “Cowspiracy” aborda, dentre outras questões, como os animais que são consumidos como alimentos por grande parte das pessoas (tais como vacas, galinhas e porcos) sofrem com os maus tratos. Isso porque no caso da pecuária intensiva, a lógica desse mercado é reproduzir os animais como se fossem mera mercadoria - haja visto que a maior produtividade garante também maiores lucros - e, para isso, administram várias medicações que aceleram o crescimento, confinam em ambientes apertados, e não garantem o mínimo de qualidade de vida para eles. Em vista disso, concerne a sociedade civil não consumir tais animais.

Portanto, a fim de minorar os maus tratos sofridos pelos animais, cabe às ONGs (Organizações Não Governamentais) de proteção deles capacitar a população a reconhecer situações suspeitas de maus tratos, orientando-a a como agir diante de um caso de violência e também a quem denunciar, por meio de campanhas publicitárias instrutivas. Ademais, cabe à sociedade civil fazer com que grandes indústrias produtoras de carne em larga escala parem de comercializar animais mortos por maus-tratos, por meio do não consumo de produtos que tenham origem animal, seja como forma de alimento - como carnes - ou não - como cosméticos testados em animais. Quiçá, com tais ações, formar-se-á uma sociedade que respeita e valoriza a vida.