Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 16/10/2021
A célebre animação “Madagascar” tem como protagonistas um leão, zebra, girafa e hipopótamo que fugiram de um zoológico onde eram humilhados. Infelizmente, fora da ficção, os maus-tratos aos animais também são recorrentes no Brasil. Diante disso, é necessário analisar algumas das causas dessa conjuntura, como a ganância humana por dinheiro e a ineficácia da legislação brasileira, para que alternativas para o combate dessa violência sejam organizadas.
Antes de tudo, vale ressaltar que os ideais capitalistas incentivam a exploração animal. Consoante ao sociólogo alemão, Karl Marx, o capitalismo é responsável por transformar os elementos da sociedade em mercadoria. Nota-se, então, que os homens não conseguem pôr limites em seus atos que visam obter lucro, uma vez que é recorrente o abuso de animais com a finalidade de gerar dinheiro. Nesse sentido, os seres inocentes passam por um cruel sofrimento, ao serem expostos em zoológicos, forçados a se reproduzir, mortos em experimentos científicos e caçados, por exemplo, uma vez que os gananciosos humanos os encaram como uma fonte de renda.
Ademais, além da busca por capital, as situações abusivas também são motivadas pela ineficiente punição e combate governamental. Certamente, a Constituição Federal de 1988 assegura, em um de seus enunciados, a dignidade e proteção da vida animal. Todavia, não é o que se observa na prática, visto que Organizações não governamentais, como o Instituto Luisa Mell, frequentemente expõem em suas redes sociais resgates de animais maltratados, e a absolvição da maioria dos culpados, que voltam a exercer os mesmos crimes. Assim, vê-se a necessidade da regulamentação e efetivação das leis que penalizam esses atos horrendos.
Percebe-se, portanto, que medidas são necessárias para combater o impasse. Logo, é fundamental que o Ministério do Meio Ambiente - órgão brasileiro responsável pela política ambiental nacional - combata os maus-tratos aos animais. Isso ocorreria por meio da criação de secretarias municipais que receberiam denúncias e promoveriam uma minuciosa vigilância da situação animal nas cidades, a fim de penalizar, de forma efetiva, os criminosos. Além disso, essas instituições também fariam campanhas que alertassem a população a não contribuírem com a mercadorização das espécies, como a compra e venda de cachorros de raça ou passarinhos exóticos. Desse modo, aos poucos, o Brasil se distanciaria de cenários como o apresentado no filme “Madagascar”.