Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 04/11/2021
Segundo o filósofo David Hume, o que difere o Homem dos animais é a capacidade de pensar e refletir sobre suas ações dentro do posto de vista ético. Essa habilidade, entretanto, não parece ser praticada por uma parecla de brasileiros, uma vez que, de acordo com o Datafolha, mesmo sendo crime ambiental, casos de maus-tratos a animais são registrados todos os dias no país. Assim, para ser possível combater esse tipo de violência, é imprenscindível uma atuação do Estado e da mídia.
A priori, observa-se a importância dos animais para a sociedade. Nesse contexto, além de possuírem valor afetuoso e serem fundamentais para a biodiversidade e para a manutenção dos ecossistemas - já que, conforme a Biologia, uma pequena alteração na cadeia alimentar a afeta por completo -, os animais podem auxiliar o coletivo de diversas maneiras. Exemplos disso são os cães-guias e os cães de pastoreio, que são treinados para cumprir funções específicas em conjunto ao homem. Destarte, fica evidente que os bichos têm papel significativo e, por isso, não merecem serem vítimas de hostilidades.
Outrossim, vale destacar que, apesar de relevantes ao coletivo, os animais, em especial os domésticos, são frequentemente vistos como mercadoria. Sob essa ótica, há no Brasil uma cultura consumista que atribui status àqueles que possuem determinadas raças e/ou espécies de animais, o que aumenta o consumo desses. Em consequência, isso fomenta os maus-tratos, pois, ao valorizar solamente o “ter”, os tutores desses bichos os compram no impulso, muitas vezes sem nem saber como eles se comportam ou como se cuida deles. Esse descuido, além de representar um risco de saúde para a vida do animal, pode, em casos mais graves, transformar-se em agressões e abandonos. Logo, ao enxergá-los apenas como objetos, ignora-se a senciência desses seres e esse tipo de violência continua acontecendo em todo o território nacional.
Infere-se, portanto, que essa problemática precisa ser mitigada. Para isso, cabe o Ministério das Comunicações, juntamente com a mídia, vincular campanhas de conscientização nos prinicipais meios informativos utilizados pelos brasileiros - os canais abertos de TV e as redes sociais - com a finalidade de desestimular a compra de animais e encorajar o convívio pacífico entre humanos e eles. Dessa forma, os maus-tratos contra animais no país serão minimizados e o brasileiro, aos poucos, transforma-se-á no Homem pensante e reflexivo de Hume.