Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 02/11/2021
No filme “Okja” é narrado a história de um animal criado em laboratório que passa por inúmeras violências físicas para suprir os anseios humanos. Nesse sentido, nota-se a necessidade de meios para combater os maus-tratos contra animais. Isso ocorre devido, sobretudo, ao ideal de superioridade humana o insuficiente conhecimento sobre as práticas consideras violência animal. Logo, medidas educacionais são necessárias para mitigação desse impasse
Nessa conjuntura, cabe analisar a premissa incoerente de soberania dos seres humanos. Consoante ao conceito de “Especismo”, abordado pelo sociólogo Petter Singer, que o define como a descriminação realizada por uma espécie– no caso a humana – em relação às outras que são consideradas inferiores. Sob essa ótica, nota-se que há ocorrência desse cenário na contemporaneidade, haja vista que devido à complexidade e desenvolvimento da humanidade, os mesmos tendem a agir como apatia e agressividade com outros indivíduos, como os animais, ocasionando casos de violência física e abandono – atitudes que lesam a vida do animal.
Outrossim, é licito destacar o exíguo discernimento em relação às práticas designadas como maus-tratos. Segundo ao “mito da Caverna” – alegoria grega –, narrada pelo filosofo Platão, aborda a história de homens acorrentados em uma caverna, viam somente sobras, acreditando que aquilo era a realidade. Dessa forma, em situação análoga, os sujeitos, em decorrência do diminuto acesso em relação as condutas classificadas como violência animal, costumam a expressar atitudes nocivas para com os bichos, exemplo disso são as atitudes danosas de cortar partes da orelha e do rabo – atos considerados judiação - para fins estéticos. Assim, ações que visam a educação são necessárias.
Por conseguinte, urge a necessidade de medidas para atenuação desse revés. Destarte, cabe ao ministério da educação, em parceria com as escolas, promover a conscientização dos jovens, por meio de palestras acompanhados de profissionais que convivem diariamente a fauna, como a gentes do IBAMA, a fim de reduzir o laço de superioridade criado pelos seres humanos e também maior discernimento dos infantes. Dessarte, situações como do filme “Okja” serão menos frequentes.