Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 03/11/2021
O quadro expressionista “O Grito”, do pintor Edvard Munch, retrata a angústia, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem cercado por uma atmosfera de desolação. Para além da obra, na realidade brasileira, observa-se que o sentimento ilustrado pelo artista é semelhante ao assolado por milhares de animais abandonados. Isso se evidencia não só pelo descaso do governo, como também pela crueldade do homem. Logo, urge a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Diante desse contexto, é válido ressaltar a ausência de medidas governamentais para efetivar a punição contra os casos de abandono animal. Nessa perspectiva, a legislação brasileira prevê como crime o ato de abandonar ou maltratar os animais. Essa conjuntura, infelizmente, não tem se repercutido com êxito na prática quando se observa a falta de penalidade contra o agressor que, por conseguinte, persiste nesse impasse. Nesse viés, é inaceitável que esse ato cruel continue a perdurar no país.
Outrossim, pode-se apontar a maldade do homem como impulsionador desse problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 30 milhões de animais são abandonados no Brasil. A partir desse panorama lamentável, é notório que o abandono pode prejudicar tanto fisicamente como emocionalmente o bicho, uma vez que são seres sencientes e indefesos perante o ser humano.
Depreende-se, portanto, como cabível ao governo federal conscientizar a população, juntamente com o meio midiático, sobre a castração dos bichos e sua importância, por meio de condições acessíveis e que não ofereça nenhum risco ao animal, com o intuito de diminuir as chances de abandono. Espera-se, com isso, o fim dessa problemática triste.