Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 15/11/2021
Na famosa animação da Disney, “101 dálmatas”, a personagem Cruella rouba vários filhotes de dálmatas, com a intenção de usá-los para fabricação de um grande casaco de pele. Fora da ficção, o Brasil também conta com grande crueldade aos animais, desde agressões e abandonos e até mesmo testes, realizados por marcas de cosméticos. Assim, ao visar uma soberania financeira a partir da eficiência nos produtos de higiene e beleza, bem a insuficiência na fiscalização e aplicação das leis, há uma persistência nos casos de maus tratos aos animais.
Nesse cenário, ainda que diversas mobilizações sociais na internet contribuam como forma de repensar no tratamento dado aos animais, o país ainda possui grandes empresas que realizam testes, segundo levantamento feito pela organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), do qual apenas 9 entre 63 marcas do ramo de cosméticos aboliram essa prática. Como exemplo, o curta-metragem “Salve Ralph”, animação muito compartilhada nas redes sociais, que demonstra a maldade dos testes realizados por essas empresas. Apesar de toda a mobilização, companhias como Avon, Loreal, Mary Kay, ainda realizam esses experimentos de seus produtos.
Em adição, a alteração da Lei de Crimes Ambientais, conhecida como Lei Sansão, aumenta o castigo para maus-tratos, porém a fiscalização falha contribui com a persistência desses casos. Exemplificado diariamente nas redes sociais de Organizações Não-Governamentais (ONGs) e protetores animais, como os Delegados Bruno Lima e Mateus Laiola, que retratam uma enorme quantidade de casos de crueldade realizada por muitos brasileiros. Dessa forma, a pequena quantidade de pessoas verificando as denúncias, perpetua com muitos episódios apagados e, cosnequentemente, diversos animais em situação de agressão e abandono.
Em suma, agressão aos animais é um problema muito persistente na sociedade brasileira, o que deixa evidente a necessidade de ações para combater esses maus-tratos. Para isso, é imprescindível que o Poder Judiciário, assegure a aplicação da Lei Sansão, por meio de uma rígida fiscalização, feita pela criação de um aplicativo que facilite as denúncias, garantindo as devidas punições. Para assim, certificar que crueldades dos humanos, como da personagem Cruella não persistam na sociedade.