Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 21/11/2021
Constituindo uma atividade fundamental para desenvolvimento humano, a domesticação de animais revelou que a natureza desses “seres irracionais” é muito mais complexa do que o mero instinto. Lê-se registros históricos que indicam a fundamentalidade dos animais na criação de sociedades, desenvolvimento de guerras e até em questões religiosas. Ainda assim, mesmo contemporaneamente, depois de tanto tempo de convivência com os bichos, ainda acontece de o humano desconsiderar a semelhança que tem com estes seres e os tratar com crueldade.
A princípio, nota-se uma tendência de se pensar nos maus-tratos aos animais somente no âmbito doméstico. Entretanto, ainda que maculado pelo número de mais de quatro mil denúncias só nos primeiros 6 meses de 2021 – segundo o Ministério Público -, o ambiente caseiro dispõe de menos casos quando comparado a atividades comerciais. Além disso, já existem mecanismos popularizados para a denúncia e punição de agressores urbanos, como os disque-denúncia, Polícia Militar e IBAMA.
Sequencialmente, observando a realidade animal nos setores produtivos primário e secundário, percebe-se uma situação muito mais agravada. Neste enfoque, por se tratarem de contextos para muitos distante, acabam propiciando a ocorrência da maior parte desses crimes de abuso e, o que é pior, de maneira velada. Segundo dados Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, 67 bilhões de porcos, aves e vacas são submetidos a situações de crueldade – privação de liberdade, produtos químicos, estresse, dor e outros. Tudo isso para sustentar uma cadeia produtiva global que se beneficia do sofrimento e angústia desses indivíduos indefesos.