Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 13/11/2021

No filme norte-americano “Marley e eu”, é narrada a história de um jovem casal que, sem experiências com crianças, decidem adotar um cachorro para complementar a família e viverem felizes. Fora da ficção, o que se observa no Brasil contemporâneo é o oposto do filme, que são os maus-tratos aos animais e os caminhos para combatê-los, haja vista a legislação brasileira, bem como as práticas de adoção. Assim, é importante entender essa problemática.

Em primeiro plano, é dever do Estado garantir o bem-estar de todos, inclusive dos bichos. Sob esse ponto de vista, no ano de 2019, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que aumenta a punição de crimes contra os animais, ou seja, o governo brasileiro utiliza de suas influências para proteger àqueles que são indefesos, pois a adesão da penalidade para os criminosos limita os possíveis tipos de maus-tratos -como a agressão física, por exemplo-, já que os agressores passarão mais tempo encarcerados e, por conseguinte, assegura o equilíbrio do meio ambiente, uma vez que os animais -parte intrínseca da natureza- serão protegidos de violências. Logo, as autoridades têm papel fundamental na resolução desse infeliz problema.

Outrossim, o homem é um animal racional que no decorrer da sua evolução buscou aprimorar sua relação com a natureza. Nesse sentido, segundo dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que cerca de 90 milhões de domicílios brasileiros comportam cães e gatos, em outras palavras, os cidadãos buscam resgatar os bichos que vivem nas ruas ou em ONGs e levam esses para receberem os cuidados necessários em suas casas, o que se constituí como alternativa para combater os maus-tratos aos animais, já que o abandono é um exemplo dessa prática desumana e, como consequência, essa prática de adoção afirma os direitos desses bichos enquanto seres vivos. Desse modo, essa problemática não deve persistir no futuro.

Portanto, é necessário a criação de medidas para contornar essa situação no Brasil. Nesse viés, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, por meio de cotas governamentais, a criação de incentivos às práticas de adoção, como a disponibilização de consultas gratuitas nas clínicas veterinárias, para que os donos possam levar seus bichos independentemente de suas rendas, com o objetivo de garantir o bem-estar dos animais no Brasil. Assim sendo, mais histórias como a de Marley poderão se repetir.