Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 14/11/2021

De acordo com a Carta Magna de 1988, violentar os animais é crime em todo o território brasileiro. Entretanto, os maus-tratos aos animais é algo, infelizmente, bastante praticado nos dias atuais, tanto dentro de casa, quanto fora e, assim, é preciso, de urgência, encontrar alternativas para combater essa violência. Contudo, a negligência estatal em relação à aplicação das leis em vigência e a falta de empatia dos violentadores com os bichos atrapalham o processo de resolução dessa problemática.

Nesse viés, o descuido por parte do governo para com a violência contra os animais implica veemente no solucionamento dessa temática. Dessa forma, o sociólogo polonês Bauman afirma que instituições, como o Estado, estão perdendo a sua função social e se configurando como “instituições zumbi”. Sendo assim, é notória a ineficiência do Estado em aplicar de forma rigorosa as leis para punir os criminosos de forma adequada, o que faz esses violentadores banalizarem essa prática, por saberem que não sofrerão consequências. Nesse aspecto, o governo precisa agir o mais rápido possível, procurando meios e ferramentas que o auxiliem no combate dessas atitudes agressivas com os animais.

Outrossim, a ausência de compaixão por parte dos agressores contribui negativamente na luta contra os maus-tratos aos animais. Posto isso, o filme americano “A Dama e o Vagabundo” mostra a realidade cruel de muitos cães em situação de rua que acabam sendo aprisionados por pessoas. Nessa perspectiva, é fácil trazer a ficção para a realidade, pois é perceptível a forma desumana na qual os homens tratam os animais em nossa sociedade, como lixo ou objetos, sem nenhuma empatia, pois esquecem - ou fingem que esquecem, em prol do seu próprio benefício - que esses bichinhos também são seres vivos e merecem carinho. Logo, é preciso encontrar uma via par acabar, definitivamente, com essas atitudes violentas.

Em suma, infere-se que o Estado combata os maus-tratos aos animais. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente aumentar a fiscalização nas cidades e nos campos, contratando policiais competentes, por meio de verbas governamentais, e espalhando-os por toda a extensão do nosso país para, assim, efetivar a execução das leis de violência contra os animais e punir os crimonosos devidamente. Além disso, é necessário que o Poder Legislativo aumente a pena para esses agressores, a fim de fazer com que eles parem de banalizar essas agressões e passem a levar as legislações brasileiras à sério. Assim, os nossos bichos estarão salvos desse cenário aterrorizante.