Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 16/11/2021
Observa-se os maus-tratos aos animais funcionando conforme a Lei da Inércia, a qual diz que todo corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele. Nesse contexto, a cultura desrespeitosa ao meio ambiente e, como consequência, aos animais, em consonância à dificuldade de acesso aos canais de denúncia, são como as forças que mantêm a inércia da problemática.
À perspectiva de tal realidade, percebe-se a herança histórica sócio-cultural de violência com animais um legado das gerações. Isso acontece, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, uma vez que as estruturas sociais são formadas durante o desenvolvimento do indivíduo, em que comportamentos são naturalizados e reproduzidos pela sociedade. Dessa forma, com as Revoluções Industriais e a ascensão da Era Antropoceno, o mundo vem optando por produtos e mercados em detrimento de valores e questões fundamentais. Por conseguinte, o descuido e desdém com o ambiente e, assim, com os animais, torna comum em agressões físicas aos bichos, uso de cativeiros e redução dos seus habitats, por meio do desmatamento, por exemplo.
Outrossim, vale também considerar o desconhecimento, por parte dos brasileiros, sobre os canais de notificação de maus-tratos. Na série de livros Harry Potter, de J. K. Rowling, Hagrid, professor de zoologia da escola de Hogwarts, precisa resgatar e abrigar os animais mágicos, visto que não existe nenhum órgão bruxo de proteção. Fora da ficção, embora existam diversas leis e formas de denunciar o destrate dos bichinhos, a maioria dos brasileiros desconhece-os. Nesse viés, sendo a arte uma mera representação da vida, existem milhares de Hagrids no Brasil, o que torna evidente a necessidade da ampla divulgação de tais mecanismos.
Destarte, para corrigir as questões supracitadas, é mister que o Governo, a exemplo, o Ministério do Meio Ambiente, associe-se às Prefeituras, com intuito de incentivar os brasileiros não apenas a denunciar crimes de maus-tratos, mas também a respeitar e zelar pelos animais, por meio de palestras em escolas públicas e associações de bairro, ministradas por veterinários e ativistas dessa causa, para a elucidação e esclarecimento da importância do respeito, além da ampla divulgação dos meios de acusação. Sendo, então, a diligência social e estatal como a força capaz de mudar o rumo da problemática: da existência para a extinção.